Uma inovação tecnológica no setor agrícola promete transformar a realidade do cultivo de batata-doce no Brasil. Pesquisadores do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desenvolveram a cultivar "IAC Dom Pedro II", uma nova variedade que se destaca tanto pela impressionante capacidade produtiva quanto pelo elevado valor nutricional. Os resultados obtidos em testes realizados no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária (CPTTA), em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, indicam um potencial revolucionário para o agronegócio e a segurança alimentar.
A "IAC Dom Pedro II" superou as expectativas dos técnicos ao registrar uma produtividade de aproximadamente 80 toneladas por hectare. Esse número representa um salto significativo, sendo quatro vezes superior à média paulista e cinco vezes maior que a média nacional para a cultura da batata-doce. Segundo Valdemir Antonio Peressin, pesquisador científico do Centro de Horticultura do IAC, a cultivar apresenta um desempenho agronômico superior, estabelecendo um novo padrão de eficiência para o campo brasileiro.
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Além do rendimento agrícola, o diferencial nutricional da nova batata-doce é um dos seus pontos mais fortes. A variedade contém 77 microgramas de betacaroteno por grama de polpa fresca, superando drasticamente as variedades convencionais que, em grande maioria, possuem menos de 1 micrograma por grama. Este composto é um antioxidante essencial que, ao ser absorvido pelo organismo, é convertido em vitamina A, nutriente indispensável para a manutenção da imunidade e o desenvolvimento humano.
A iniciativa também foca na redução de perdas, uma vez que a "IAC Dom Pedro II" possui uma casca significativamente mais fina, o que otimiza o aproveitamento do alimento. Com a perspectiva de expansão da área de plantio, o objetivo das autoridades locais é integrar essa superbatata à merenda escolar, garantindo que estudantes e crianças das creches municipais tenham acesso a uma dieta mais rica e saudável. A expectativa é que, com a ampliação dos testes e o interesse de produtores rurais, a cultivar se torne uma aliada estratégica no combate à desnutrição e no fortalecimento da economia regional.






