O cultivo de girassol tem se consolidado como uma alternativa estratégica e economicamente viável para produtores rurais em diversas regiões do interior de São Paulo. Utilizada predominantemente no período de entressafra, entre os ciclos de milho e soja, ou ainda como parte essencial na rotação de culturas junto ao amendoim, a planta oferece benefícios que extrapolam a simples geração de renda, atuando diretamente na saúde e produtividade do solo a longo prazo.
Em propriedades localizadas em municípios como Pederneiras, produtores têm retomado o plantio com foco na diversificação, aproveitando a versatilidade da cultura. Apesar dos desafios climáticos inerentes à atividade rural, como a ocorrência de fortes ventanias e instabilidades de chuvas que podem afetar o desenvolvimento inicial, o setor mantém uma expectativa otimista. Com a implementação de tecnologias adequadas e variedades produtivas, como a Aguará, a estimativa é atingir volumes significativos de colheita, com foco na comercialização para o setor de alimentação animal e industrial.
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Além do aspecto financeiro, o girassol destaca-se pela sua resiliência. Em Itaju, especialistas ressaltam que o sistema radicular profundo da planta auxilia na estruturação do solo e na resistência contra períodos de seca. O ciclo curto, de aproximadamente 60 dias até a floração, permite um manejo eficiente, beneficiando também o meio ambiente através da polinização realizada por abelhas. A comercialização segue aquecida, tanto para o mercado de sementes quanto para a indústria de óleos vegetais.
O impacto visual das lavouras de girassol, que tingem as paisagens rurais de amarelo vibrante durante o florescimento, é um bônus que atrai olhares e valoriza as propriedades rurais. Com preços de venda mantendo estabilidade em comparação aos anos anteriores, o girassol reafirma seu papel como uma peça-chave para a sustentabilidade econômica e agronômica dos produtores paulistas, que seguem investindo em tecnologia e manejo para colher resultados superiores a cada safra.





