Estudo aponta que Rússia acumula perdas elevadas e ganhos limitados na guerra da Ucrânia

A expressão “vitória de Pirro” costuma definir uma conquista obtida a um custo tão alto que acaba não compensando. No caso da guerra entre Rússia e Ucrânia, analistas avaliam que a situação pode ser ainda mais grave: segundo estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), Moscou sequer poderia classificar o cenário atual como vitória.
O conflito começou em 24 de fevereiro de 2022, quando tropas russas avançaram por terra, mar e ar contra o território ucraniano. Nesta terça-feira (24), a guerra completa quatro anos.
No relatório intitulado “A guerra implacável da Rússia na Ucrânia – Perdas enormes e pequenos ganhos para uma potência decadente”, o centro de estudos sustenta que, apesar de avanços territoriais, a Rússia enfrenta custos humanos e econômicos extremamente elevados.
O estudo também afirma que uma análise detalhada dos dados indica que a Rússia está “longe de estar vencendo” e classifica o país como uma potência em declínio.
Como o conflito começou
As tensões entre Kiev e Moscou se intensificaram em 2014, após protestos na Praça Maidan levarem à queda do presidente ucraniano Viktor Yanukovitch, aliado do Kremlin.
Em resposta, Moscou apoiou movimentos separatistas no leste ucraniano. A Crimeia foi anexada pela Rússia em março daquele ano — medida não reconhecida pela Ucrânia nem pela comunidade internacional.
Desde então, regiões como Donetsk e Luhansk passaram a operar sob forte influência russa, cenário que culminou na invasão em larga escala de 2022.
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Estratégia de “guerra de atrito”
Segundo o CSIS, o conflito evoluiu para uma guerra de atrito, em que ambos os lados buscam desgastar o inimigo, mesmo com avanços territoriais mínimos.
Cidades estratégicas como Mariupol e Melitopol foram tomadas nos primeiros meses. No entanto, desde então, o avanço russo tem sido descrito como lento e custoso.
Perdas e números da guerra
De acordo com o estudo:
A Rússia controla atualmente cerca de 120 mil km² do território ucraniano (aproximadamente 20% do país).
As forças russas teriam sofrido cerca de 1,2 milhão de baixas entre mortos, feridos e desaparecidos desde 2022.
Os avanços territoriais recentes foram limitados: cerca de 0,6% em 2024 e 0,8% em 2025.
A economia russa enfrenta desaceleração, com crescimento estimado em 0,6% em 2025.
Os números de mortos variam conforme a fonte. A ONU estima ao menos 15 mil civis ucranianos mortos. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky citou 55 mil soldados mortos, enquanto estimativas independentes apontam cifras superiores.
Do lado russo, os dados oficiais são escassos. Estimativas independentes falam em centenas de milhares de mortos desde 2022.
O CSIS calcula que o total de baixas — entre civis e militares de ambos os lados — pode chegar a até 2 milhões de pessoas, número que evidencia a dimensão humana do conflito.
Impasse nas negociações
Desde que retornou à presidência dos Estados Unidos em 2025, Donald Trump tenta mediar negociações entre as partes. Até o momento, não houve avanço significativo.
A Ucrânia mantém posição firme contra qualquer cessão territorial à Rússia, enquanto Moscou sustenta seus ganhos e segue sob sanções internacionais.
Após quatro anos, o cenário permanece marcado por impasse diplomático, desgaste militar e custos humanos profundos, com perspectivas ainda incertas para um acordo de paz.
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