Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Brasil

Exportações brasileiras de carne bovina rumo ao limite da cota chinesa com tarifa reduzida

Por Redação Arcoverde Agora
Exportações brasileiras de carne bovina rumo ao limite da cota chinesa com tarifa reduzida

O governo da China informou oficialmente que o Brasil já atingiu metade da cota anual de exportação de carne bovina permitida com a tarifa reduzida de 12%. O cenário, que monitora de perto o fluxo comercial entre as duas nações, indica que, ao ultrapassar a marca de 1,1 milhão de toneladas, a carne brasileira passará a sofrer uma tributação severa de 55%. Esta medida, implementada pelo governo chinês no último dia de 2025 e em vigor desde janeiro deste ano, faz parte de uma estratégia nacional para proteger a pecuária local diante da vasta oferta internacional.

Atualmente, a China se consolida como o principal destino da carne bovina produzida no Brasil, que ocupa o posto de maior exportador mundial do produto. O volume exportado acelerou significativamente nos últimos meses, à medida que empresas brasileiras buscaram antecipar embarques para evitar a taxação elevada que entra em vigor após o preenchimento total da cota de tarifa reduzida. No entanto, o ritmo desenfreado de vendas agora levanta preocupações sobre a sustentabilidade do setor para o restante do ano.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), alertou que a política protecionista chinesa deve resultar em uma retração de cerca de 10% nas exportações totais de carne bovina em 2026, comparado ao ano anterior. Segundo o executivo, existe uma previsão de que a produção destinada especificamente ao mercado chinês seja paralisada por volta de junho, quando a cota de 1,1 milhão de toneladas for exaurida. Para mitigar o impacto econômico, será essencial um esforço conjunto para fomentar o consumo interno, compensando assim o volume que deixará de ser absorvido pelo gigante asiático.

Apesar de esforços diplomáticos e comerciais para expandir o portfólio de destinos para a proteína brasileira, o setor reconhece que a China é um parceiro comercial insubstituível. Enquanto as expectativas de entrada na Coreia do Sul foram frustradas para 2026, o agronegócio mantém cautelosa esperança quanto à abertura do mercado japonês, que seria um alento necessário para escoar a produção nacional e garantir o equilíbrio do setor exportador frente aos desafios impostos pelas novas barreiras tarifárias internacionais.

Tags:

Brasil

Site criado pela

logo