O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e líderes da União Europeia criticaram nesta sexta-feira (13) a decisão dos Estados Unidos de flexibilizar temporariamente as sanções contra o petróleo da Rússia.
A medida foi anunciada pelo governo do presidente Donald Trump, que autorizou a venda de petróleo russo que estava armazenado em navios no mar. A iniciativa busca aumentar a oferta global de energia e reduzir a pressão sobre os preços internacionais após a escalada da guerra envolvendo o Irã.
Durante visita a Paris, onde se reuniu com o presidente Emmanuel Macron, Zelensky criticou a decisão e afirmou que a medida pode beneficiar economicamente Moscou.
“Essa única flexibilização das relações com os EUA poderia fornecer à Rússia cerca de US$ 10 bilhões para a guerra. Certamente não ajuda a alcançar a paz”, afirmou o líder ucraniano.
Macron também demonstrou preocupação, mas ressaltou que as isenções concedidas pelos EUA são temporárias e limitadas.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, criticou a decisão em publicação na rede social X, afirmando que a medida não foi discutida previamente com os aliados europeus.
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Segundo ele, manter a pressão econômica sobre o governo do presidente Vladimir Putin é fundamental para forçar negociações que levem ao fim da guerra na Ucrânia.
Liberação temporária de petróleo
A autorização foi emitida pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e permite, até 11 de abril, a comercialização de cargas de petróleo russo que tenham sido embarcadas em navios antes de 12 de março.
A decisão pode liberar cerca de 100 milhões de barris de petróleo para o mercado internacional, volume equivalente a aproximadamente um dia da demanda mundial.
A flexibilização ocorre em meio à forte alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio e pelos riscos ao transporte marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo.
Desde o início da Invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, os Estados Unidos e países aliados impuseram diversas sanções ao setor energético russo, incluindo restrições às importações e limites de preço para pressionar economicamente Moscou.
Mesmo com essas medidas, a Rússia continua entre os maiores produtores de petróleo do planeta, respondendo por cerca de 10% da oferta global. As exportações de energia seguem sendo uma das principais fontes de receita do governo russo.






