O presidente Volodymyr Zelensky afirmou nesta quinta-feira (20) que está pronto para trabalhar em um novo plano dos Estados Unidos para encerrar a guerra na Ucrânia. Após conversas com um alto oficial do Exército americano, ele disse esperar discutir o tema diretamente com Donald Trump nos próximos dias.
Segundo fontes diplomáticas, países europeus reagiram negativamente ao esboço da proposta, que incluiria a cessão de mais território à Rússia e um desarmamento parcial da Ucrânia — pontos que representariam uma derrota significativa para Kiev.
No Telegram, Zelensky declarou: "Nossas equipes — da Ucrânia e dos EUA — trabalharão nos pontos do plano para acabar com a guerra. Estamos prontos para um trabalho construtivo, honesto e rápido."
Embora não tenha comentado o conteúdo específico do plano de 28 pontos, o gabinete presidencial afirmou que o líder ucraniano "delineou os princípios fundamentais que são importantes para o nosso povo" e reforçou que Kiev continua aberta ao diálogo com Washington e com parceiros europeus.
“Nos próximos dias, o presidente da Ucrânia espera discutir com o Presidente Trump as oportunidades diplomáticas existentes e os pontos-chave necessários para alcançar a paz.”
Movimento diplomático dos EUA
A Casa Branca confirmou que altos funcionários do governo Trump se reuniram recentemente com representantes ucranianos. A porta-voz Karoline Leavitt afirmou que o secretário de Estado Marco Rubio e o enviado especial Steve Witkoff participaram das conversas e que Washington mantém diálogo com ambos os lados para buscar um fim para o conflito.
A ofensiva diplomática ocorre em um momento sensível para Kiev. No campo de batalha, as tropas ucranianas enfrentam desvantagem, e o governo Zelensky passa por turbulências políticas após um escândalo de corrupção que levou o Parlamento a demitir dois ministros na quarta-feira.
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Reação da Rússia
Moscou minimizou a iniciativa americana. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que "as consultas não estão em andamento neste momento" e que não existe um processo formal de negociações em curso.
Ele reiterou que a posição russa segue a apresentada pelo presidente Vladimir Putin em uma cúpula com Trump, em agosto, e que qualquer acordo de paz deve tratar das "causas profundas do conflito".
Com a chegada de mais um inverno, as forças russas seguem avançando lentamente e ocupam atualmente quase um quinto da Ucrânia, intensificando ataques a cidades e à infraestrutura energética.
Segundo o Kremlin, Putin visitou o posto de comando do grupo Ocidental das Forças russas, acompanhado do chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov. Ele informou que as tropas russas tomaram a cidade de Kupiansk, alvo estratégico para Moscou — informação que não pôde ser verificada de forma independente pela Reuters.






