Em um cenário marcado pela intensidade do mercado corporativo, um grupo de mulheres que comanda empresas de grande porte reuniu-se na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo, para discutir um desafio invisível, mas profundamente presente no mundo dos negócios: a chamada 'solidão do topo'. O encontro marcou o lançamento oficial da primeira unidade brasileira da Women Presidents Organization (WPO), uma organização global voltada exclusivamente para mulheres que são donas ou acionistas de companhias com faturamento anual superior a R$ 5 milhões.
Liderado por Luciana Giudice Barrella, responsável pela expansão da WPO no Brasil, o evento contou com a presença de figuras-chave da organização, como Valeria Rodriguez Codina, chefe para a América Ibérica e Latina, e Anni Wilhelmi, presidente global da entidade. Longe do glamour frequentemente associado a eventos corporativos de luxo, a pauta da manhã foi focada na necessidade de criar espaços seguros, confidenciais e estratégicos onde lideranças femininas possam compartilhar dilemas complexos, como demissões estratégicas, renegociações de contratos milionários e crises financeiras, sem o julgamento ou a exposição comum aos ambientes de networking tradicionais.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
O isolamento do executivo, especialmente da mulher no topo da hierarquia, é um fenômeno que afeta a tomada de decisão. Luciana Giudice Barrella explica que muitas vezes a empresária não encontra em seu círculo social ou familiar pessoas capacitadas para compreender a magnitude das decisões que ela enfrenta diariamente. A metodologia da WPO, consolidada em 145 cidades ao redor do mundo, propõe encontros mensais de três a quatro horas, funcionando como uma mistura de conselho empresarial e grupo de apoio. A regra fundamental é a confidencialidade e a ausência de concorrentes na mesma sala, o que permite uma troca de experiências genuína e sem conflitos de interesses.
A escolha do Brasil como foco prioritário na América Latina justifica-se pelos números expressivos do empreendedorismo feminino no país, que já conta com mais de 10 milhões de mulheres donas de negócios, segundo dados do Sebrae. Embora o critério de faturamento para ingressar na organização situe as participantes em um patamar de maturidade corporativa consolidada, o objetivo da WPO é transcender os números e construir um legado de suporte mútuo. À medida que o grupo paulistano se expande, a expectativa é que o modelo ajude a consolidar novas referências de sucesso no ambiente de negócios nacional, provando que, no topo, a colaboração é o melhor caminho para o crescimento sustentável.






