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Wagyu: Entenda a ciência por trás da carne mais valorizada do mundo

Por Redação Arcoverde Agora
Wagyu: Entenda a ciência por trás da carne mais valorizada do mundo

A carne de Wagyu, frequentemente associada a preços elevados e qualidade gourmet, desperta a curiosidade de apreciadores da gastronomia mundial. Originária do Japão, a raça é mundialmente reconhecida pelo seu elevado índice de marmoreio — a gordura intramuscular que se infiltra nas fibras musculares, conferindo uma maciez e sabor característicos. No Brasil, o valor por quilo deste produto pode superar a marca de R$ 1.000, tornando-o um símbolo de sofisticação em cortes de churrasco como picanha, ancho e chorizo.

Embora muito se fale sobre as supostas "mordomias" que o gado recebia, como massagens e o consumo de cerveja, especialistas esclarecem que tais práticas carecem de comprovação científica para a formação da qualidade da carne. Segundo Daniel Steinbruch, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Wagyu (ABCWagyu), o segredo reside na genética privilegiada do animal e em uma dieta rigorosamente balanceada, rica em amido, que fornece a energia necessária para que o bovino desenvolva a gordura entremeada.

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A história do Wagyu é um exemplo de seleção genética milenar. O termo, que significa literalmente "gado do Japão" (Wa = Japão, Gyu = gado), remonta ao século 2, quando os ancestrais do gado eram utilizados para tração pesada no cultivo de arroz. Esse esforço físico contínuo foi fundamental para o desenvolvimento da resistência e da capacidade metabólica de depositar gordura nas fibras musculares. Após o período de isolamento até a Restauração Meiji, a raça foi aprimorada com cruzamentos específicos, ganhando o mundo a partir da década de 1990.

No cenário brasileiro, a raça foi introduzida em 1992, com o pioneirismo da Yakult, que trouxe exemplares puros para o território nacional. Atualmente, o rebanho brasileiro é composto por cerca de 5 mil animais puros e aproximadamente 30 mil cruzados. Embora a massagem tenha sido abandonada em larga escala por questões operacionais, o bem-estar animal permanece como um pilar essencial. Quanto ao uso de subprodutos, como a borra da cevada, ela é utilizada hoje apenas como uma fonte estratégica de proteína na alimentação, longe da ideia romântica de consumo alcoólico, reafirmando que o sucesso do Wagyu é, acima de tudo, fruto de uma biotecnologia natural e manejo adequado.

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