Uma das vítimas do incêndio que atingiu uma loja da rede Casas Bahia no Shopping Recife, na Zona Sul da capital pernambucana, foi transferida do Hospital da Restauração, no Derby, para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Esperança, na Ilha do Leite, na última sexta-feira (13). Laudicea Batista da Silva Magalhães, que sofreu insuficiência respiratória aguda devido à inalação de fumaça, encontra-se sob ventilação mecânica e sedação, mantendo um quadro considerado estável dentro da gravidade, com sinais vitais controlados pela equipe multiprofissional.
O incidente, ocorrido na madrugada da sexta-feira, mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e dez viaturas do Corpo de Bombeiros. Ao todo, seis pessoas necessitaram de assistência médica devido à exposição à fumaça tóxica, sendo que outras quatro pessoas foram atendidas ainda no local do sinistro ou encaminhadas para unidades de saúde após avaliação dos socorristas. O episódio levantou debates sobre os protocolos de segurança do shopping, com relatos de funcionários apontando falhas no alerta imediato de incêndio durante a realização de inventários noturnos.
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Após o ocorrido, a administração do Shopping Recife suspendeu as atividades na sexta-feira e no sábado para intensificar os trabalhos de higienização e reparos estruturais, incluindo a pintura de áreas afetadas pela fuligem. A reabertura do centro de compras foi confirmada para este domingo (15), a partir das 12h. Durante o período de interdição, equipes especializadas realizaram a limpeza completa das áreas comuns e a organização dos espaços afetados.
A gerência do shopping afirmou, em nota oficial, que tem prestado todo o suporte necessário aos funcionários envolvidos e seus familiares, além de cooperar integralmente com as autoridades competentes na investigação das causas do incêndio. O Corpo de Bombeiros segue com o trabalho pericial para determinar a origem exata do fogo. Enquanto isso, a prioridade das instituições de saúde envolvidas permanece o acompanhamento da recuperação dos pacientes, em especial daqueles que demandam cuidados mais especializados em terapia intensiva, sem previsão de alta imediata. O caso segue sendo acompanhado de perto pela sociedade e órgãos de fiscalização de segurança contra incêndios no Estado.






