Um vídeo publicado nas redes sociais por uma mãe de Arcoverde gerou forte repercussão nesta semana. Na gravação, ela denuncia demora no atendimento à filha de 19 anos, internada no Hospital Regional Ruy de Barros Correia (HRRBC) com uma grave ferida no pulmão.
Segundo o relato, a jovem apresentava quadro de pus, vômito de sangue e dificuldades respiratórias, mas ainda aguardava transferência para o Recife para realizar cirurgia de tórax.
“Estou vendo a hora da minha filha morrer. Ela ficou roxa, passou mal, vomitou sangue, e os médicos apenas dizem que é normal pela ferida que ela tem no pulmão. Disseram que só vai ser transferida quando aparecer vaga. Mas vaga tem, hospital não falta em Recife. Só que aqui a gente espera sem solução”, desabafou a mãe, pedindo ajuda das autoridades.
Nota do hospital
Diante da repercussão, o HRRBC emitiu nota oficial afirmando que a paciente K.H., de 19 anos, encontrava-se em estado clínico estável. Segundo a unidade, após avaliação inicial e exames, foi indicada a necessidade de procedimento cirúrgico especializado. O hospital informou ainda que, devido à complexidade do caso, a jovem iniciou na quarta-feira (18) o processo de transferência para o Hospital Otávio de Freitas, no Recife, referência no tratamento de doenças torácicas.
A nota reforça o compromisso da instituição com a qualidade assistencial, a segurança do paciente e a condução ética dos processos médicos, destacando a busca por integralidade e excelência no cuidado à saúde.
Histórico de problemas
Apesar do esclarecimento, o episódio reacende críticas à realidade enfrentada no Hospital Regional de Arcoverde. Um vídeo divulgado pelo portal O Dia PE mostra superlotação na unidade, com pacientes em macas pelos corredores, demora nos atendimentos e relatos de desumanização.
Nos últimos meses, outras denúncias ganharam repercussão:
Em agosto, a pequena Jade Rodrigues morreu após ser internada na UTI pediátrica do hospital. A família acusou a unidade de irregularidades no atendimento, alegando falhas em registros médicos e demora na entrega do prontuário.
Em março, a secretária da Mulher de Arcoverde, Lucitelma Soares, relatou negligência médica no atendimento ao irmão, que não teria sido tratado como caso de emergência.
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Esses casos, somados às novas denúncias, evidenciam os desafios enfrentados pela saúde pública na região, aumentando a pressão da população por melhorias estruturais, mais agilidade nos atendimentos e maior transparência nos processos hospitalares.






