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Vice-presidente Geraldo Alckmin minimiza veto europeu à carne brasileira e defende padrões sanitários

Por Redação Arcoverde Agora
Vice-presidente Geraldo Alckmin minimiza veto europeu à carne brasileira e defende padrões sanitários

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou nesta quarta-feira (13) confiança na reversão do recente veto imposto pela União Europeia à importação de produtos de origem animal provenientes do Brasil. A declaração foi feita durante sua participação no 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), realizado em Brasília. O governo federal tem tratado a decisão como uma questão técnica que será resolvida por meio de intensas negociações diplomáticas nas próximas semanas, antes da entrada em vigor das restrições, prevista para o dia 3 de setembro.

A medida, anunciada pelo bloco europeu, fundamenta-se em novas exigências relacionadas ao controle de antimicrobianos na cadeia produtiva da pecuária. Segundo a União Europeia, o Brasil não teria fornecido garantias suficientes sobre o uso dessas substâncias, levando à exclusão do país da lista de nações autorizadas a exportar carne bovina, aves, ovos, mel e pescados para o continente. Alckmin ressaltou que o Brasil possui um dos sistemas de vigilância sanitária mais rigorosos e reconhecidos do planeta, tanto para proteínas de origem animal quanto vegetal, rebatendo as alegações de falta de controle.

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Durante o evento, o vice-presidente aproveitou para reforçar a importância estratégica dos acordos comerciais firmados pelo Mercosul, destacando o pacto com a União Europeia como um dos marcos mais relevantes para a economia global. Ele ponderou que, embora existam resistências pontuais e receios protecionistas no setor agropecuário europeu, o acordo está devidamente estruturado e conta com salvaguardas que protegem os interesses de ambas as partes. O Ministério da Agricultura e os órgãos competentes brasileiros já estão em mobilização para apresentar os dados técnicos que comprovam o cumprimento das normas internacionais, esperando que o diálogo técnico supere o atual impasse. A expectativa é que o governo consiga comprovar que o Brasil já possui normas rígidas que proíbem as substâncias questionadas, evitando prejuízos maiores a um dos setores mais vitais das exportações nacionais.

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