As viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizadas entre janeiro e maio de 2025, consumiram R$ 15 milhões dos cofres públicos, segundo levantamento divulgado pela Gazeta do Povo. Embora represente uma redução em relação a anos anteriores, o valor chama atenção em meio à atual crise fiscal enfrentada pelo governo federal.
O maior gasto foi com hospedagens, que somaram R$ 6 milhões. Em seguida, vêm as passagens aéreas e diárias das comitivas, que custaram R$ 3,5 milhões, e o aluguel de veículos, com R$ 3 milhões.
Entre os destinos mais onerosos:
Japão e Vietnã: hospedagens de R$ 2,3 milhões;Moscou: R$ 1,9 milhão em hospedagem;
Pequim: R$ 704 mil;
Roma (funeral do Papa Francisco): R$ 380 mil em hospedagem.
Além disso:
Passagens aéreas das comitivas custaram quase R$ 2 milhões — o trecho mais caro foi o do ministro Rui Costa, entre Pequim e Xangai, ao custo de R$ 142 mil;Diárias de equipes: R$ 1 milhão;
Locação de veículos: Japão e Vietnã (R$ 1,5 milhão), Moscou (R$ 1,1 milhão) e Uruguai (R$ 700 mil), incluindo viagens para eventos com os presidentes Yamandú Orsi e o funeral de José Mujica.
O episódio de maior custo individual foi justamente o funeral do Papa Francisco, em Roma. Em apenas 24 horas, a delegação oficial gastou quase R$ 3 milhões, incluindo R$ 1,4 milhão só em aluguel de veículos. A comitiva incluiu Lula, a primeira-dama Janja, e os presidentes do STF, Senado e Câmara.
Ainda segundo o levantamento, os gastos totais de viagens internacionais em 2024 já somam R$ 47 milhões, considerando hospedagem, transporte, passagens e diárias.
O governo defende que as viagens são fundamentais para reforçar laços diplomáticos, ampliar parcerias internacionais e garantir a presença ativa do Brasil em fóruns globais. Um dos exemplos foi a participação de Lula na Assembleia Geral da ONU em Nova York, onde reafirmou o papel internacional do país.
Apesar disso, os altos custos reacendem o debate sobre a necessidade de equilíbrio entre diplomacia e austeridade, especialmente em um momento em que o governo busca ajustar as contas públicas e conter os gastos.






