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Viagem de Cláudio Castro em jatinho ligado a investigado pelo STF gera polêmica

Por Redação Arcoverde Agora
Viagem de Cláudio Castro em jatinho ligado a investigado pelo STF gera polêmica

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), encontra-se no centro de uma nova controvérsia política após vir a público que utilizou uma aeronave ligada ao empresário Daniel Vorcaro para viajar ao Peru, em novembro de 2025. O objetivo da viagem era assistir à final da Copa Libertadores da América. Conforme relatórios da Polícia Federal, o jato, um modelo Legacy, é gerido pela empresa Prime Aviation, apontada pelos investigadores como parte integrante de um complexo esquema de corrupção envolvendo Vorcaro e o Banco Master.

A comitiva, composta por 12 pessoas, incluía o governador, a primeira-dama do Rio, o senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz. A vinculação desta viagem com a administração pública fluminense ocorre em um momento crítico: o governo Castro autorizou aportes bilionários de recursos públicos, provenientes do RioPrevidência e da Cedae, no Banco Master. O RioPrevidência, especificamente, destinou cerca de R$ 1 bilhão ao banco, em uma operação classificada por órgãos de controle como de alto risco e desprovida de recomendações técnicas sólidas.

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Deivis Marcon Antunes, que presidia a fundação RioPrevidência no período em que as aplicações foram efetivadas, encontra-se atualmente preso. A Polícia Federal aponta que a empresa Prime Aviation, responsável pela gestão da aeronave que transportou o governador, possui laços estreitos com Daniel Vorcaro através de fundos de investimento operados por Arthur Martins de Figueiredo. Mensagens extraídas de dispositivos eletrônicos de Figueiredo durante a Operação Quasar reforçam, segundo os investigadores, que ele atuava na ocultação de ativos em nome de Vorcaro.

Em sua defesa, o governador Cláudio Castro negou qualquer irregularidade. Ele afirmou que a viagem ocorreu a convite de seu advogado, Willer Tomaz, a quem ele atribui a propriedade da aeronave. Castro declarou não conhecer os sócios da empresa de aviação ou ter mantido conversas privadas com Vorcaro sobre investimentos públicos. O advogado Willer Tomaz também se manifestou, confirmando ser cliente da Prime, mas declarando desconhecimento sobre as conexões de Vorcaro e reforçando que está em processo de alienação de suas cotas na sociedade proprietária do jato. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a relatoria do ministro André Mendonça, que avalia as implicações das provas compartilhadas pela Polícia Federal sobre o uso da estrutura de apoio e os aportes financeiros realizados pelo Estado.

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