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VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE GARANHUNS DETERMINA MEDIDAS PARA GARANTIR LISURA EM INVESTIGAÇÕES DE AÇÕES POLICIAIS

Por Redação Arcoverde Agora
VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE GARANHUNS DETERMINA MEDIDAS PARA GARANTIR LISURA EM INVESTIGAÇÕES DE AÇÕES POLICIAIS

A Vara da Fazenda Pública de Garanhuns, no Agreste, concedeu uma decisão liminar obrigando o Estado de Pernambuco a implementar procedimentos para garantir a lisura nas investigações de mortes e lesões corporais graves resultantes de ações policiais.

A determinação atende a pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e impõe maior rigor à Secretaria de Defesa Social (SDS), à Polícia Civil, à Polícia Militar e à Polícia Científica. O governo estadual terá 15 dias para apresentar portarias, instruções normativas e demais atos que serão adotados para cumprir a decisão.

A ação civil pública, proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns, estabelece que o Estado deve adotar cinco medidas imediatas e permanentes:

  • Isolar e preservar o local onde houver morte ou lesão corporal grave, garantindo os vestígios periciais;

  • Apreender as armas usadas pelos policiais envolvidos e realizar perícia balística;

  • Assegurar investigação imparcial, com autoridade de outra região quando necessário;

  • Regulamentar protocolo de socorro, com ambulância e equipe de saúde em operações policiais planejadas;

  • Ouvir testemunhas civis e familiares durante os inquéritos.

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Segundo o MPPE, a ausência recorrente desses procedimentos compromete a confiança pública nas instituições de segurança e justiça e pode gerar novas falhas em investigações futuras.

A decisão prevê multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento após 30 dias da notificação, com o valor destinado ao Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos.

O processo está ligado a uma operação policial realizada em outubro de 2021, no Sítio Estivado, em Garanhuns, que resultou na morte de dois homens. Na ocasião, o MPPE apontou falhas como falta de isolamento da área e ausência de perícia completa das armas utilizadas.


A Justiça rejeitou o pedido do Estado para arquivamento, e a ação segue para a fase de instrução, que avaliará, entre outros pontos, a possível responsabilização por dano moral coletivo, estimado em R$ 150 mil.

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