A Vale, uma das maiores potências globais na extração e comercialização de minério de ferro, apresentou nesta terça-feira (28) os seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre de 2026. A companhia reportou um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão, consolidando uma trajetória de crescimento expressiva ao registrar uma alta de 36% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho positivo foi sustentado por uma combinação estratégica entre o incremento no volume de vendas e o fortalecimento dos preços de mercado dos seus principais ativos minerais.
Embora os números reflitam solidez operacional, o lucro líquido ficou ligeiramente abaixo da expectativa de mercado, que projetava cerca de US$ 2 bilhões conforme dados da LSEG. A receita líquida da mineradora avançou 14%, atingindo a marca de US$ 9,26 bilhões, impulsionada não apenas pelo minério de ferro, mas também pelo aumento nas vendas de cobre e níquel. Segundo Gustavo Pimenta, CEO da Vale, o início de ano reflete uma execução disciplinada e a eficácia na implementação de projetos estratégicos que visam a otimização de todo o portfólio da empresa.
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O relatório operacional destacou recordes de produção em diversos ativos. Em particular, a operação S11D, localizada no Pará, alcançou o maior volume de produção para um primeiro trimestre desde o início de suas atividades. Esse dinamismo permitiu que a Vale alcançasse um Ebitda ajustado de US$ 3,83 bilhões, um aumento de 23% ano a ano. No entanto, o cenário não foi isento de desafios. O custo caixa C1 do minério de ferro teve uma elevação de 12%, atingindo US$ 23,6 por tonelada, um movimento impactado principalmente pela valorização do real frente ao dólar, o que eleva os custos operacionais convertidos.
No âmbito dos investimentos, a Vale destinou US$ 1,09 bilhão no período. Embora este valor represente uma queda de 7% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, ele se mantém rigorosamente alinhado com a projeção anual da empresa, que oscila entre US$ 5,4 bilhões e US$ 5,7 bilhões para 2026. A atenção do mercado agora se volta para o projeto Serra Sul +20, que já atingiu 86% de execução física e tem entrada em operação prevista para o segundo semestre de 2026, consolidando a expectativa de expansão produtiva da companhia a curto e médio prazo.






