O cenário político de Pernambuco passou por uma reconfiguração significativa nesta quarta-feira (18), após o anúncio oficial do União Brasil de apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). O movimento, consolidado após reuniões estratégicas em Brasília com a presença de lideranças nacionais, como o presidente do PSD, Gilberto Kassab, traz como peça central a pré-candidatura ao Senado do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Esta decisão marca uma mudança de rota importante, dado que o nome de Coelho vinha sendo ventilado para compor a chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A decisão do União Brasil reflete a complexidade das articulações estaduais para o pleito que se avizinha. Enquanto a base governista busca fortalecer sua coalizão, o campo de oposição liderado por João Campos segue desenhando seus próprios nomes, com expectativas voltadas para figuras como Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT). Para Miguel Coelho, que consolidou seu nome no Sertão do estado, o pleito de 2026 representa uma nova oportunidade de ascensão estadual após sua participação na disputa pelo Governo de Pernambuco em 2022.
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A trajetória recente de Miguel Coelho tem sido marcada por alternâncias de apoio. Após apoiar Raquel Lyra no segundo turno das eleições de 2022, o ex-prefeito de Petrolina distanciou-se da gestão estadual e chegou a alinhar-se ao prefeito João Campos em 2024. Contudo, o cenário atual impõe novos desafios, incluindo investigações da Polícia Federal que atingiram o grupo político de Coelho, relacionadas a supostos desvios de emendas parlamentares, o que adiciona camadas de incerteza à sua viabilidade eleitoral e ao peso político da sigla na região.
Paralelamente, o tabuleiro ganha contornos de instabilidade com a formação da federação União Progressista, que une o União Brasil ao Progressistas (PP). A situação do PP permanece indefinida, uma vez que o deputado federal Eduardo da Fonte, principal articulador da sigla, mantém diálogos próprios e ambiciona uma cadeira no Senado. A tensão entre o governo estadual e o Progressistas ficou evidente com a recente exoneração de aliados de Eduardo da Fonte em órgãos estratégicos, como Ceasa, Porto do Recife e Lafepe, após o partido sinalizar aproximação com a chapa de João Campos. A homologação da federação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevista para o final de março, será o próximo marco decisivo para definir o tamanho da base de apoio da governadora Raquel Lyra e as possibilidades reais de cada pré-candidato no próximo pleito.






