O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou na madrugada desta quinta-feira (7) a entrada em vigor das novas “tarifas recíprocas” contra 94 países, incluindo o Brasil. Segundo Trump, a medida trará bilhões de dólares aos cofres americanos e representa um resgate da soberania econômica dos EUA.
“É meia-noite!!! Bilhões de dólares em tarifas estão agora fluindo para os Estados Unidos da América!”, publicou o presidente americano em sua rede social, a Truth Social. Pouco depois, ele voltou a celebrar a decisão: “Bilhões de dólares, principalmente de países que têm se aproveitado dos Estados Unidos por muitos anos, rindo ao longo do caminho, começarão a fluir para os EUA. A única coisa que pode parar a grandeza da América seria um tribunal de esquerda radical que quer ver nosso país falhar!”
As novas tarifas entraram em vigor às 1h01 da madrugada (horário de Brasília) e atingem diretamente 69 parceiros comerciais com quem os EUA têm relações comerciais intensas. Ao todo, 94 países serão afetados, com alíquotas variando de acordo com o setor e o volume de exportações.
No caso do Brasil, a medida impõe uma tarifa base de 10%, acrescida de mais 40% sobre determinados produtos, sob a alegação de que o governo brasileiro estaria promovendo uma “perseguição política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Trump.
A decisão do governo americano tem gerado forte repercussão internacional, especialmente entre países emergentes, que veem na política tarifária de Trump um retorno ao protecionismo agressivo que marcou seu primeiro mandato. Analistas avaliam que as medidas devem impactar diretamente as exportações brasileiras, especialmente nos setores de agroindústria, siderurgia e manufaturados.
Enquanto isso, o governo brasileiro ainda avalia como irá reagir. O Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Fazenda estão monitorando a situação e podem acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) caso considerem as tarifas discriminatórias ou em desacordo com normas internacionais.






