O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que o país pode intervir no Irã caso o governo iraniano utilize violência letal contra manifestantes que participam de protestos espalhados pelo país desde o início da semana.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que os EUA estão “prontos para agir” se pessoas que protestam de forma pacífica forem mortas. A declaração ocorre após a confirmação da morte de ao menos sete pessoas, durante a maior onda de manifestações registrada no Irã nos últimos três anos.
Os protestos tiveram início no domingo (28), quando comerciantes passaram a criticar a condução da economia, especialmente a forte desvalorização da moeda local e o aumento generalizado dos preços. Na segunda-feira (29), as manifestações ganharam força com a adesão de centenas de pessoas, incluindo estudantes, e se espalharam por diversas regiões do país.
Na capital Teerã, comerciantes fecharam lojas em sinal de protesto, intensificando a mobilização popular. Em algumas áreas, os atos se tornaram violentos, elevando a tensão entre manifestantes e forças de segurança.
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Após a fala de Trump, o governo iraniano reagiu, classificando qualquer intervenção norte-americana como uma “linha vermelha”. Teerã também prometeu responder a qualquer ação externa. O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o país “não aceitará nenhuma interferência externa”.
Diante da pressão interna, o governo do presidente Masoud Pezeshkian informou que abriu um canal de diálogo com representantes da sociedade para ouvir as reivindicações. Em pronunciamento, a porta-voz do governo declarou: “Reconhecemos oficialmente os protestos. Ouvimos essas vozes e sabemos que isso tem origem na pressão natural provocada pelas dificuldades no sustento da população.”
A economia iraniana enfrenta dificuldades há anos, agravadas pela retomada das sanções dos Estados Unidos em 2018, quando Trump, em seu primeiro mandato, retirou o país do acordo nuclear internacional, impactando fortemente o comércio e as finanças do Irã.






