Tragédia no Recife: Acúmulo de eletrônicos dificulta resgate e causa morte de duas crianças em incêndio

Uma tragédia de grandes proporções abalou o Recife na madrugada desta quinta-feira (19), quando um incêndio de grandes proporções atingiu um apartamento no Residencial Ignêz Andreazza, localizado no bairro de Areias, Zona Oeste da capital pernambucana. Duas crianças, de 9 e 11 anos, perderam a vida ao tentarem escapar das chamas, ficando encurraladas em um quarto protegido por grades. O cenário encontrado pelas equipes de resgate chocou até os profissionais mais experientes devido à precariedade das condições de segurança do imóvel.
A perícia técnica realizada no local, conduzida pelo perito André Amaral, revelou que o apartamento funcionava como um depósito de materiais inflamáveis. O morador, que atuava como técnico de eletrônica, acumulava uma quantidade excessiva de eletrodomésticos, televisores, celulares e sucatas eletrônicas em todos os cômodos. Segundo o perito, o volume de entulho era tão elevado que os bombeiros tiveram dificuldade para acessar o foco das chamas, destacando que o ambiente apresentava um risco iminente de desastre, algo que, segundo ele, poderia ter ocorrido a qualquer momento, dado o cenário de negligência com o armazenamento desses materiais.
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As crianças, que foram encontradas na janela do quarto, teriam tentado desesperadamente sair da residência, mas foram impedidas pelas grades de proteção. Além das vítimas fatais, três adultos que moravam no apartamento — dois homens de 78 e 39 anos e uma mulher de 44 anos — foram socorridos e encaminhados ao Hospital da Restauração, no Centro do Recife, após inalarem grande quantidade de fumaça. As autoridades, incluindo o tenente-coronel Paulo Roberto, do Corpo de Bombeiros, enfatizaram que a ação rápida da corporação evitou que o incêndio se propagasse para outras unidades do bloco, o que poderia ter gerado danos estruturais ainda mais catastróficos ao maior conjunto residencial da América Latina.
A Polícia Civil de Pernambuco já deu início às investigações para apurar as responsabilidades sobre o ocorrido. O caso foi registrado na Central de Plantões da Capital. Paralelamente, a Defesa Civil interditou o apartamento situado no terceiro andar, logo acima do local do incêndio, devido à constatação de rachaduras e riscos à integridade da estrutura. A tragédia serve como um alerta urgente para os riscos do acúmulo de objetos e a necessidade de manutenção preventiva de instalações elétricas em habitações coletivas, onde a segurança de um indivíduo está diretamente ligada à responsabilidade e aos cuidados compartilhados por todo o bloco residencial.
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