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Trabalhadora rural denuncia terror e tentativa de feminicídio em Petrolina após 25 anos de abusos

Por Redação Arcoverde Agora
Trabalhadora rural denuncia terror e tentativa de feminicídio em Petrolina após 25 anos de abusos

A rotina da trabalhadora rural Izabel Cristiana Silva Nascimento, residente na zona rural de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, foi drasticamente interrompida pelo medo. Após duas décadas e meia de convivência, a mulher enfrenta agora o pesadelo da perseguição e ameaças de morte por parte de seu ex-marido, que não aceita o fim do relacionamento. A situação atingiu níveis alarmantes, incluindo uma tentativa de atropelamento e disparos de arma de fogo contra a residência onde ela vive com seus filhos, transformando sua vida em um verdadeiro cárcere privado imposto pelo terror.

Em relato emocionante, Izabel revela que a decisão de buscar proteção legal foi recebida com mais violência pelo agressor, que a ameaçou de morte diretamente. Segundo a vítima, o histórico de abusos é antigo e profundo, abrangendo 25 anos de um ciclo de ciúmes possessivo, agressões físicas e controle excessivo sobre seus atos e vestimentas. O agressor, descrito como alguém extremamente controlador, cerceava seu direito de ir e vir, proibindo desde o uso de maquiagem até atividades básicas como consultas médicas, sob ameaça de represálias constantes.

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A separação, consolidada há cinco meses, desencadeou a atual onda de ataques, intensificada pela entrada com o processo de divórcio litigioso. Diante da inércia e da escalada do perigo, Izabel recorreu à Delegacia da Mulher de Petrolina, resultando na expedição de uma medida protetiva na última sexta-feira (6). A coragem de expor seu rosto e sua história publicamente, através de um vídeo nas redes sociais, não visa apenas sua própria segurança, mas serve como um chamado urgente para que outras mulheres em situações semelhantes rompam o silêncio.

A luta de Izabel é pelo direito fundamental de viver livre, sem o medo constante da violência doméstica. Ela destaca que a exposição pública é sua principal ferramenta de proteção, pois torna evidente o responsável caso algo lhe ocorra. O caso reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e de uma rede de apoio robusta para mulheres que, como Izabel, tentam escapar de abusadores possessivos. Denúncias sobre episódios de violência contra a mulher podem ser registradas de forma anônima e gratuita pelo Ligue 180, serviço essencial que opera 24 horas por dia em todo o território nacional.

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