O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, rejeitou a possibilidade de um cessar-fogo imediato antes da cúpula prevista entre o presidente Vladimir Putin e o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em Budapeste, na Hungria.
A declaração russa cria um novo obstáculo para as negociações de paz.
"Se simplesmente pararmos, isso significará esquecer as causas originais do conflito. Agora ouvimos de Washington que devemos parar imediatamente e que não devemos discutir mais nada. Parar e deixar que a história julgue", disse Lavrov.
Apesar das expectativas divergentes sobre o fim do conflito, o chefe da diplomacia russo confirmou que mantém contato com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre os preparativos da cúpula. No entanto, o Kremlin afirmou que ainda não há uma data definida para o encontro.
Líderes Europeus Apoiam Trump e Kiev
Nesta terça-feira (21), a União Europeia e líderes do Reino Unido, Alemanha e França divulgaram uma declaração conjunta em apoio veemente à Ucrânia e aos esforços de Donald Trump para uma trégua imediata.
O texto, publicado pelo Conselho Europeu, afirma: "Apoiamos veementemente a posição do presidente Trump de que os combates devem cessar imediatamente e que a atual linha de contato deve ser o ponto de partida para as negociações."
Os líderes europeus pretendem aumentar a pressão sobre Moscou, inclusive discutindo medidas para usar o valor dos ativos soberanos russos imobilizados para financiar a Ucrânia.
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Polônia Alerta Sobre Mandado de Prisão
A tensão diplomática aumentou com um alerta da Polônia a Moscou. O ministro das Relações Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski, advertiu que o país poderia ser forçado a executar o mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Putin, caso ele entre no espaço aéreo polonês a caminho da Hungria.
O TPI acusa Putin de crime de guerra e obriga os países membros a prendê-lo.
"Não posso garantir que um tribunal polonês independente não ordene ao governo que acompanhe tal aeronave para entregar o suspeito ao tribunal em Haia," declarou Sikorski.
Para evitar sobrevoar a Ucrânia, a delegação russa terá de atravessar o espaço aéreo de pelo menos um país da União Europeia, todos signatários do TPI. A Rússia, por sua vez, não reconhece a jurisdição do tribunal.






