O governo de Israel decidiu impor severas restrições à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, alegando que o grupo terrorista Hamas violou o acordo de cessar-fogo ao não devolver todos os corpos dos reféns mortos durante o ataque de 7 de outubro de 2023.
A medida foi comunicada à Organização das Nações Unidas (ONU) e entra em vigor a partir desta quarta-feira (15), alterando drasticamente o fluxo de suprimentos vitais.
As Restrições Impostas por Israel:
Caminhões de Ajuda: Apenas 300 caminhões de ajuda humanitária serão permitidos, o que representa a metade do número previamente acordado.
Combustível e Gás: Será proibida a entrada de combustível e gás no território, exceto para necessidades específicas de infraestrutura humanitária.
Passagem de Rafah Fechada: A passagem de Rafah, principal via de entrada de ajuda no sul de Gaza (fronteira com o Egito), será mantida fechada, pelo menos, até quarta-feira (15).
A decisão é uma retaliação direta ao descumprimento do acordo de cessar-fogo assinado na semana passada. O Hamas havia se comprometido a libertar 48 reféns e entregar os corpos de 28 vítimas. No entanto, na última segunda-feira (13), o grupo libertou 20 reféns vivos e entregou apenas os corpos de quatro vítimas, alegando precisar de mais tempo para localizar os restos mortais.
Apelo Internacional por Abertura Total
Diante do agravamento da crise humanitária, a ONU e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apelaram pela abertura imediata de todas as passagens fronteiriças de Gaza.
O porta-voz do Ocha (Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários), Jens Laerke, afirmou que a organização tem 190 mil toneladas de ajuda prontas para envio e cobrou a autorização para aumentar o fluxo de entrada "em caráter de urgência".
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Violação do Cessar-Fogo Resulta em Mortes
Paralelamente às restrições humanitárias, o Exército israelense relatou um incidente que chamou de violação do cessar-fogo.
Nesta terça-feira, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter atirado contra "vários suspeitos" que cruzaram as linhas estabelecidas para suas tropas na Faixa de Gaza. Autoridades de saúde palestinas confirmaram a morte de cinco pessoas no episódio. Israel pediu que os palestinos "sigam as instruções" e evitem se aproximar das tropas para não violar o acordo mediado pelos Estados Unidos.






