Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Politica

Tarcísio de Freitas alerta para riscos econômicos com o possível fim da escala 6x1

Por Redação Arcoverde Agora
Tarcísio de Freitas alerta para riscos econômicos com o possível fim da escala 6x1

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), posicionou-se de forma cautelosa nesta segunda-feira (18) acerca do debate nacional sobre o fim da escala de trabalho 6x1. Durante a abertura da 40ª edição da APAS Show, o maior evento do setor supermercadista no país, o gestor enfatizou que qualquer alteração nas jornadas laborais deve, obrigatoriamente, considerar a viabilidade financeira das empresas para não gerar efeitos colaterais severos ao próprio trabalhador, como a perda de renda ou a precarização das condições laborais.

Tarcísio argumentou que o bem-estar do empregado está intrinsecamente ligado à saúde financeira do empregador. Segundo o governador, propostas que visam reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais sem o devido planejamento podem induzir um aumento na informalidade. Ele destacou que, ao ter sua jornada reduzida e, consequentemente, sua renda impactada por possíveis ajustes setoriais, o trabalhador seria compelido a buscar fontes de renda complementares em seu tempo livre, frustrando o objetivo original de convivência familiar e descanso proposto pela medida em tramitação no Congresso Nacional.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

O governador paulista também criticou a celeridade com que o tema tem sido tratado em instâncias legislativas, defendendo um debate mais maduro e sem pressa. Para ele, é fundamental que o setor produtivo — que já enfrenta altos encargos trabalhistas — seja ouvido para evitar que o custo de operação se torne insustentável. "Não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador", pontuou, ressaltando que muitos estabelecimentos, especialmente no setor de varejo, já buscam formas alternativas de organizar escalas de trabalho sem necessariamente onerar o custo final ou comprometer a competitividade do negócio.

A discussão ganha corpo em Brasília, com o governo federal tentando mediar o impasse. Enquanto representantes do varejo manifestam preocupação com a escassez de mão de obra e o impacto nos custos contratuais, figuras como o vice-presidente Geraldo Alckmin sugerem que o governo buscará um meio-termo, tratando a política como a "arte do diálogo" para alcançar o bem comum. Paralelamente, lideranças locais e analistas alertam que qualquer mudança abrupta deve considerar a complexidade jurídica das relações de trabalho e os contratos vigentes, garantindo que o mercado continue absorvendo mão de obra de forma sustentável e protegida pela legislação.

Tags:

Politica

Site criado pela

logo