O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan classificou a China como “problemática” nesta terça-feira (9), em resposta direta à mais recente declaração de Pequim sobre sua suposta soberania sobre a ilha. A reação ocorre dias após os Estados Unidos divulgarem uma nova estratégia de segurança voltada a fortalecer sua capacidade militar para dissuadir conflitos com a China na região do Indo-Pacífico.
Na última sexta-feira (5), Washington apresentou um plano que amplia investimentos em defesa, cooperação com aliados e mecanismos de resposta rápida em caso de provocações chinesas envolvendo Taiwan.
Durante a coletiva desta terça, autoridades taiwanesas foram questionadas sobre a afirmação do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que reiterou que a República Popular da China seria o “estado sucessor” da antiga República da China — argumento usado para sustentar que Pequim teria “naturalmente” soberania sobre Taiwan.
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A porta-voz do ministério, Hsiu-Hui Hsiao, rebateu de forma categórica. “Taiwan absolutamente não faz parte da República Popular da China”, afirmou. Segundo ela, a posição de Pequim ignora a realidade política e democrática da ilha, que possui governo próprio, eleições livres e instituições independentes.
A China considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para assumir o controle da ilha, embora Taipei rejeite qualquer movimento de reunificação sob o comando do Partido Comunista Chinês. Para o governo taiwanês, declarações recentes de Pequim representam uma tentativa de ampliar pressões diplomáticas e militares na região.
O governo de Taipei reforçou que continuará trabalhando com parceiros internacionais para manter a estabilidade no Estreito de Taiwan e defender sua autonomia política.






