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Suspeitos de fraude em concurso público da PM-TO são presos pela PRF no Sertão de Pernambuco

Por Redação Arcoverde Agora
Suspeitos de fraude em concurso público da PM-TO são presos pela PRF no Sertão de Pernambuco

Uma operação interestadual de combate a fraudes em concursos públicos resultou, nesta quarta-feira (18), na prisão de dois homens que trafegavam pela BR-316, na altura do município de Ouricuri, no Sertão de Pernambuco. A ação, conduzida por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ocorreu durante uma fiscalização de rotina em um veículo de passeio, quando os agentes identificaram, por meio de consultas aos sistemas de segurança pública, que ambos possuíam mandados de prisão em aberto, expedidos pela Justiça no início de março de 2026.

Os indivíduos detidos são apontados como investigados por envolvimento direto em esquemas de irregularidades no concurso público da Polícia Militar do Tocantins. Segundo os registros das autoridades, um dos suspeitos responde pelo crime de falsificação de documento público, enquanto o segundo é investigado por uma série de delitos, incluindo uso de documento falso, falsificação de documentos e associação criminosa. Após a abordagem, a PRF assegurou os direitos fundamentais dos detidos e os encaminhou à Polícia Judiciária local para os trâmites legais e cumprimento das ordens judiciais.

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A detenção faz parte de um desdobramento da denominada "Operação Última Etapa", deflagrada simultaneamente em Pernambuco, Paraíba, Pará e Goiás. A operação focou no cumprimento de oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão, determinados pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas. A investigação teve início a partir de indícios detectados pela própria Comissão Organizadora do certame, que acionou a Polícia Civil do Tocantins ao notar comportamentos suspeitos de determinados candidatos durante o processo seletivo.

Em nota oficial, a Polícia Militar do Tocantins esclareceu que os casos sob investigação referem-se estritamente a condutas individuais e não comprometem a integridade ou a lisura do concurso público como um todo. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela organização do certame, reforçou que está colaborando plenamente com as autoridades policiais, fornecendo todos os dados necessários para o aprofundamento das apurações. A instituição destacou que as irregularidades pontuais identificadas não impactam o andamento do processo seletivo para os demais participantes que cumpriram corretamente as etapas do concurso.

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