O Superior Tribunal Militar (STM) tomou uma decisão crucial nesta quarta-feira (24) ao rejeitar um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação visava o afastamento do ministro tenente-brigadeiro do ar, Francisco Joseli Parente Camelo, da relatoria do processo que discute a possível perda da patente de capitão reformado do Exército Brasileiro. A defesa alegava suspeição do magistrado, argumento que não encontrou respaldo junto aos membros da Corte.
Inicialmente, a presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, negou o requerimento de forma monocrática, classificando a petição como manifestamente improcedente. Inconformada com a negativa, a defesa recorreu ao plenário, buscando reverter o entendimento inicial. No entanto, os demais ministros acompanharam a relatora, decidindo pela manutenção de Camelo no comando das análises. É importante ressaltar que o julgamento desta quarta-feira restringiu-se estritamente à apreciação da suspeição, não avançando para o mérito sobre a cassação do posto militar do ex-presidente.
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O procedimento em questão integra um conjunto de ações judiciais destinadas a avaliar a indignidade ou incompatibilidade para o oficialato. Segundo o rito do STM, este mecanismo avalia se militares condenados pela justiça comum ou superior reúnem condições éticas e morais para permanecerem nos quadros da instituição. O foco central não é rever a sentença penal imposta, mas sim verificar se o comportamento do militar está alinhado com o pundonor militar e o decoro da classe, pilares fundamentais da carreira.
A base do processo contra Bolsonaro decorre da condenação definitiva proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou em uma pena de 27 anos e três meses de reclusão, atualmente cumprida em regime de prisão domiciliar humanitária. Paralelamente, o STM também analisa recursos da defesa do almirante de esquadra da reserva Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha. O desenrolar desses processos é acompanhado de perto pelo meio jurídico e político, visto que a perda da patente representa a sanção máxima para um militar, desvinculando-o permanentemente da estrutura das Forças Armadas.






