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STJ estabelece novas diretrizes para locação via Airbnb em condomínios residenciais

Por Redação Arcoverde Agora
STJ estabelece novas diretrizes para locação via Airbnb em condomínios residenciais

Em uma decisão que impacta diretamente o mercado de hospedagem compartilhada no Brasil, a Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) definiu que a locação de imóveis residenciais em condomínios para estadias de curta duração, como as realizadas através de plataformas digitais do modelo Airbnb, passa a depender de autorização expressa em assembleia condominial. Para que a prática seja permitida, é necessária a aprovação de, no mínimo, dois terços dos moradores, estabelecendo um novo paradigma para a gestão de propriedades em edifícios residenciais.

O julgamento, ocorrido na última quinta-feira (7), teve origem em um caso envolvendo um imóvel situado em Minas Gerais, onde a proprietária contestava uma decisão do Tribunal de Justiça local que proibia o uso do apartamento para fins de locação rotativa. A ministra relatora, Nancy Andrighi, argumentou que o fluxo constante de pessoas estranhas ao convívio diário altera a dinâmica de segurança e o sossego do condomínio, justificando a exigência de uma deliberação coletiva sobre a mudança na destinação da unidade habitacional, conforme prevê o Código Civil.

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A relatora destacou que a natureza jurídica do negócio não se altera apenas pelo meio tecnológico utilizado para a contratação, seja ele um aplicativo, imobiliária ou anúncios em portarias. O impacto fático sobre o condomínio, marcado pela rotatividade excessiva de hóspedes, é o fator determinante que leva à necessidade de regulação interna. Segundo a ministra, a ausência de uma votação favorável mantém a vedação da atividade em locais originalmente destinados exclusivamente à moradia fixa.

Por outro lado, o Airbnb manifestou profunda discordância quanto ao posicionamento da corte. Em nota oficial, a empresa afirmou que a decisão é pontual, não definitiva e que não proíbe de forma generalizada a atividade. A plataforma argumenta que restrições dessa natureza ferem o direito constitucional de propriedade, impedindo proprietários de obterem renda com seus ativos. O Airbnb reiterou que pretende recorrer da decisão, sustentando que a medida prejudica não apenas os anfitriões, mas todo o ecossistema econômico local que se beneficia da movimentação turística, conforme estudos apontados pela Fundação Getulio Vargas. O embate jurídico promete continuar nos tribunais superiores, sendo um tema de relevância para proprietários e síndicos em todo o país.

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