Justiça condena trio a mais de 30 anos por latrocínio de sushiman no Centro do Recife

A Quinta Vara Criminal da Capital proferiu, na última quarta-feira (13), uma sentença definitiva que marca um passo importante na busca por justiça para a família de Michel Jung Batista Loureiro de Oliveira Júnior. O jovem sushiman, que na época tinha 26 anos, teve sua vida interrompida tragicamente após ser alvo de um assalto violento na Avenida Martins de Barros, região central do Recife. Os réus Michel Leandro da Silva, Moisés de Lima Silva Filho e Manoel Joaquim da Silva Neto foram condenados a 30 anos e quatro meses de reclusão, pena que deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
O crime, classificado como latrocínio — roubo seguido de morte —, chocou a sociedade pernambucana em novembro de 2024. A vítima retornava para sua residência em Jaboatão dos Guararapes, após encerrar seu expediente de trabalho, quando foi abordada pelos três indivíduos nas proximidades do Fórum Thomaz de Aquino. Além da condenação privativa de liberdade, o magistrado determinou que os sentenciados realizem o pagamento de 90 dias-multa, com a base de cálculo fixada em um terço do salário mínimo vigente por dia.
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Conforme apontado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) durante o curso das investigações e do processo judicial, a ação dos criminosos visou subtrair pertences pessoais da vítima, incluindo seu aparelho celular e carteira. A brutalidade do episódio foi acentuada pelo fato de o jovem ter sido esfaqueado fatalmente ainda no local da abordagem. O desespero da família foi relatado pela cunhada de Michel, Letícia Maria Menezes, que descreveu como o pai da vítima, estranhando a demora do filho em chegar em casa, deslocou-se até o Centro da cidade na esperança de encontrá-lo, sendo surpreendido pela notícia de que um corpo havia sido encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).
Embora a sentença represente uma resposta estatal diante da gravidade do fato, o processo ainda permite que as defesas dos condenados apresentem recursos às instâncias superiores. Enquanto isso, o caso permanece como um símbolo do enfrentamento à violência urbana em Pernambuco. A sociedade aguarda os próximos desdobramentos processuais, na expectativa de que a execução penal se mantenha rigorosa frente à gravidade do ato ilícito cometido contra um trabalhador que cumpria sua rotina diária no momento em que foi interceptado pelo grupo criminoso.
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