O ministro André Mendonça, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (13) a prorrogação, pelo período adicional de cinco dias, da prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro. O investigado, que possui laços familiares com o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro, proprietário do Banco Master, havia sido detido originalmente na última quinta-feira (7), no curso de uma das fases da denominada Operação Compliance Zero. A ação deflagrada pela Polícia Federal visa desmantelar um esquema complexo de supostas fraudes financeiras envolvendo a referida instituição bancária.
Segundo as autoridades policiais responsáveis pelas investigações, Felipe Cançado Vorcaro é apontado como uma peça-chave no núcleo financeiro e operacional da estrutura que está sob o crivo da Justiça. Os relatórios indicam que o detido teria sido o principal executor de diversas movimentações financeiras, além de atuar na estruturação de operações societárias suspeitas e na facilitação de repasses de valores que, segundo o Ministério Público, seriam oriundos de práticas irregulares vinculadas ao grupo empresarial sob investigação.
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No decorrer das investigações, o nome de Felipe Vorcaro surgiu associado a empresas como a Green Investimentos S.A. e a BRGD S.A. Filho do empresário Oscar Vorcaro, ele é identificado no inquérito como um integrante estratégico da estrutura empresarial ligada ao seu primo, Daniel Vorcaro. A Polícia Federal busca agora mapear a extensão de sua participação e o destino dos valores movimentados, cruzando dados bancários e societários que compõem o conjunto probatório desta fase da operação.
Além da prorrogação da custódia temporária, a decisão de André Mendonça reforçou a necessidade de cautela ao manter medidas restritivas contra as empresas apontadas como parte do esquema. A suspensão das atividades da Green Investimentos S.A. e da BRGD S.A. permanece em vigor para impedir que novos fluxos financeiros ilícitos sejam processados enquanto o inquérito avança. A defesa dos envolvidos tem acompanhado o desenrolar das diligências, enquanto o Judiciário aguarda novos desdobramentos que deverão definir os próximos passos do processo e a possível conversão das prisões temporárias em preventivas, dependendo do teor das provas colhidas ao longo desta nova semana de apurações.






