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STF mantém prisão preventiva do deputado Thiago Rangel em desdobramento de operação da PF

Por Redação Arcoverde Agora
STF mantém prisão preventiva do deputado Thiago Rangel em desdobramento de operação da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, proferiu uma decisão contundente nesta quarta-feira (6), determinando a manutenção da prisão preventiva do deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiago Rangel, filiado ao partido Avante. A medida judicial estabelece que o encarceramento deve ser mantido de forma imediata, sem a necessidade de uma votação prévia ou autorização por parte da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), reforçando a autonomia do Judiciário em investigações criminais de alta complexidade.

O parlamentar havia sido detido na última terça-feira (5), durante o cumprimento da quarta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura esquemas sofisticados de fraudes em processos de licitação, incluindo a compra irregular de materiais e a contratação suspeita de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Segundo as autoridades, o montante desviado e a estruturação do esquema apontam para uma organização criminosa que operava dentro das esferas públicas.

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A decisão de Moraes possui um caráter de precedente, visto que ocorre logo após um período em que a Alerj utilizou suas prerrogativas para derrubar prisões de outros parlamentares investigados, como o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar. Ao delimitar que a prisão de Rangel não depende do crivo da Assembleia, o ministro busca evitar interferências políticas em investigações que miram o uso indevido da máquina pública. Os elementos coletados pela PF indicam, inclusive, uma possível articulação do deputado com indivíduos ligados ao crime organizado, incluindo a oferta de cargos públicos na área da educação para aliados de um traficante com histórico de homicídios, conhecido como "Junior do Beco".

Além da prisão preventiva de Thiago Rangel, a operação cumpriu diversos outros mandados de busca e apreensão. Documentos e dispositivos eletrônicos foram recolhidos pela Polícia Federal para perícia, com o objetivo de mapear a extensão total dos danos aos cofres públicos. A defesa do deputado ainda não se manifestou sobre os novos desdobramentos, enquanto a sociedade observa atentamente as implicações jurídicas que o caso pode trazer para a configuração política do estado fluminense.

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