Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Politica

STF inicia julgamento de recursos sobre responsabilidade de big techs por conteúdo online

Por Redação Arcoverde Agora
STF inicia julgamento de recursos sobre responsabilidade de big techs por conteúdo online

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início nesta quarta-feira (4) ao julgamento de 12 recursos apresentados por gigantes da tecnologia e entidades do setor, visando esclarecer pontos cruciais da decisão que ampliou a responsabilidade das plataformas digitais sobre o conteúdo veiculado por seus usuários. O cerne da discussão jurídica gira em torno dos impactos práticos e da temporalidade da aplicação da nova tese fixada pela Corte, que contesta trechos do Marco Civil da Internet.

Em junho do ano passado, o plenário do STF declarou a inconstitucionalidade parcial do artigo 19 do Marco Civil. A decisão, aprovada por 8 votos a 3, estabeleceu que as empresas de tecnologia podem ser responsabilizadas civilmente caso não removam postagens ilícitas ou criminosas após serem notificadas. A nova norma impõe um dever de cuidado, obrigando as redes a removerem, de forma proativa, conteúdos que configurem crimes graves.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

Empresas como Google e Facebook buscam, através dos embargos de declaração, que o Supremo defina com clareza os prazos de implementação e a modulação dos efeitos da decisão. Entre as principais preocupações, as big techs destacam a necessidade de critérios objetivos para o que se define como notificação extrajudicial válida e a urgência de evitar que a interpretação da "presunção de responsabilidade" seja aplicada de forma indiscriminada, o que poderia gerar insegurança jurídica e judicialização excessiva.

Por outro lado, entidades da sociedade civil e organizações de direitos do consumidor, como o Sleeping Giants Brasil e o Idec, sustentam que os parâmetros devem ser rigorosos para garantir a proteção dos usuários. A Abraji, associação de jornalismo investigativo, também pontuou a carência de definições sobre o tamanho das empresas atingidas, questionando se as mesmas exigências seriam aplicáveis a microempresas ou plataformas de pequeno porte. A expectativa do presidente do STF, ministro Edson Fachin, é que o julgamento seja concluído dentro da semana, trazendo maior segurança para a aplicação da lei até que o Congresso Nacional aprove uma legislação específica para o ambiente digital brasileiro. A fiscalização dessas novas diretrizes, que já se desdobram em decretos do Poder Executivo para proteção contra violências digitais, caberá à Agência Nacional de Proteção de Dados.

Tags:

Politica

Site criado pela

logo