Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Brasil

STF determina plano federal para retirada de invasores da Terra Indígena Cachoeira Seca

Por Redação Arcoverde Agora
STF determina plano federal para retirada de invasores da Terra Indígena Cachoeira Seca

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, emitiu uma decisão contundente determinando que o Governo Federal apresente, em um prazo improrrogável de 90 dias, um plano estratégico para a desintrusão da Terra Indígena Cachoeira Seca, situada no estado do Pará. A região, que é habitada pelo povo Arara, enfrenta uma crise humanitária e ambiental profunda, figurando atualmente como a segunda área indígena mais desmatada de toda a Amazônia Legal, com um acumulado de danos que ultrapassa a marca de 74 mil hectares.

A determinação judicial impõe a criação imediata de um Comitê de Governança voltado especificamente à proteção de povos indígenas isolados e de recente contato. Este grupo terá a responsabilidade de articular ações multisetoriais envolvendo a Funai, o Incra, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, visando não apenas a retirada dos ocupantes ilegais, mas também a regularização fundiária e a assistência integral à saúde dos povos que dependem da preservação do território para sua sobrevivência física e cultural.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

A decisão de Fachin ressalta uma falha histórica do Estado brasileiro. Embora a Terra Indígena tenha sido formalmente homologada em 2016, quase uma década se passou sem a efetiva execução da desintrusão, um compromisso que já figurava como condicionante da Licença Prévia da Usina Hidrelétrica de Belo Monte desde 2010. O ministro destacou que a inação governamental permitiu o agravamento do cenário, com a abertura de centenas de quilômetros de ramais ilegais, a expansão de atividades de garimpo e a exploração predatória de madeira.

Para o povo Arara, que possui contato recente com a sociedade não indígena, as consequências da morosidade estatal são devastadoras, afetando diretamente a saúde mental e a segurança alimentar da comunidade. Fachin enfatizou que, para esses grupos, cada dia de atraso na retirada dos invasores amplia os riscos de etnocídio e destruição do modo de vida tradicional. Além do plano para Cachoeira Seca, o magistrado também exigiu um cronograma atualizado, em 15 dias, para a criação do Parque Nacional Tanaru, reforçando o compromisso da Corte com a proteção de territórios críticos para a biodiversidade e para o respeito aos direitos originários dos povos indígenas brasileiros.

Tags:

Brasil

Site criado pela

logo