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STF declina competência em operações que investigam corrupção na mineração em Minas Gerais

Por Redação Arcoverde Agora
STF declina competência em operações que investigam corrupção na mineração em Minas Gerais

O Supremo Tribunal Federal (STF) oficializou uma mudança significativa no curso das investigações das operações Rejeito e Intrafortis, ao determinar a remessa dos autos para a Justiça de primeiro grau. A decisão, proferida pelo ministro Dias Toffoli, baseou-se na conclusão da Polícia Federal de que não existem elementos probatórios que liguem o deputado federal Luiz Fernando Faria (União Brasil) às irregularidades apuradas no setor de mineração mineiro. O parlamentar, que anteriormente era alvo de suspeitas devido a vínculos societários, teve sua participação descartada após uma minuciosa análise de dados bancários, eletrônicos e documentos.

A competência da Corte Suprema havia sido estabelecida originalmente sob o pressuposto de que o deputado estaria envolvido em esquemas de licenciamento ilegal e exploração predatória de recursos minerais. Contudo, o relatório final da autoridade policial e o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) foram uníssonos ao apontar a ausência de elos entre as empresas vinculadas ao parlamentar e as fraudes constatadas. Com a saída das autoridades com foro privilegiado do escopo do inquérito, o processo foi transferido para a 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG).

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Embora a remessa tenha sido confirmada, o ministro Dias Toffoli impôs uma salvaguarda jurídica: o STF deverá ser imediatamente notificado sobre qualquer medida cautelar ou instrutória de relevância no processo, como quebras de sigilo, prisões, buscas e apreensões ou acordos de leniência. Esta cautela visa garantir que, caso surjam novos indícios que envolvam autoridades detentoras de foro especial, o Supremo possa retomar a jurisdição do caso, evitando nulidades processuais e garantindo a continuidade da apuração.

As operações Rejeito e Intrafortis investigam um esquema robusto de corrupção e crimes ambientais que teria movimentado bilhões de reais em Minas Gerais. O modus operandi envolvia o pagamento de propinas a servidores públicos para a obtenção irregular de licenças ambientais e autorizações de lavra, além da exploração de minérios em áreas de preservação permanente. O desmembramento da Operação Intrafortis busca esmiuçar os núcleos financeiros desta organização criminosa, que utilizava empresas de fachada para dissimular valores oriundos da atividade ilícita. A transferência para a Justiça Federal em Minas Gerais marca uma nova fase para o caso, prometendo maior agilidade na conclusão da instrução criminal contra os demais envolvidos.

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