O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, nesta quarta-feira (22), autorização para que o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, realize exames médicos em ambiente hospitalar. O banqueiro, que se encontra detido na superintendência da Polícia Federal em Brasília, manifestou nos últimos dias um agravamento em seu estado de saúde, levando a defesa a solicitar uma avaliação especializada fora das dependências do sistema prisional. A decisão judicial visa garantir o direito à assistência à saúde enquanto o investigado permanece sob custódia do Estado.
Segundo informações apuradas, o quadro clínico de Vorcaro exigiu uma intervenção imediata, resultando inicialmente na visita de um profissional de saúde à unidade prisional para uma triagem preliminar. O magistrado, ao considerar a necessidade de diagnósticos precisos que não poderiam ser realizados com os recursos disponíveis na carceragem, deferiu o pedido para assegurar a integridade física do preso. A Polícia Federal deverá coordenar o protocolo de segurança para a realização dos procedimentos hospitalares, mantendo o controle sobre a custódia do empresário durante todo o período em que ele estiver fora da unidade.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Vale ressaltar que a prisão de Daniel Vorcaro ocorreu em março deste ano, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. As investigações contra o executivo são complexas e abrangem acusações de crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e a suposta estruturação de uma milícia privada voltada ao monitoramento de autoridades e à perseguição de profissionais de imprensa. Desde o início de sua detenção, Vorcaro tem passado por diferentes fases de custódia, incluindo uma transferência do Complexo Penitenciário de Potim, em São Paulo, para o presídio de segurança máxima em Brasília, onde ocupa atualmente uma cela de seis metros quadrados. O andamento do processo segue sob sigilo parcial, e a defesa do empresário tem buscado medidas para reverter a prisão preventiva ao longo dos meses.






