A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade, nesta terça-feira (16), ao julgamento crucial referente às prisões de Felipe Cançado Vorcaro e Henrique Moura Vorcaro, respectivamente primo e pai do banqueiro Daniel Vorcaro. O desdobramento ocorre após o ministro Gilmar Mendes devolver para análise os processos que envolvem os investigados, cujas prisões foram originalmente decretadas pelo ministro André Mendonça no contexto da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
Em seu voto, o ministro Gilmar Mendes manifestou-se favoravelmente à substituição da prisão preventiva de Henrique Vorcaro por medidas cautelares alternativas. O magistrado analisou a viabilidade de restringir a liberdade do investigado através de outros mecanismos previstos na legislação penal, buscando equilibrar a necessidade da instrução processual com o princípio da proporcionalidade. A decisão final sobre a manutenção ou revogação das prisões de ambos os suspeitos ainda aguarda a conclusão da votação pelos demais membros da Segunda Turma do Supremo.
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As investigações da Polícia Federal apontam que Felipe Cançado Vorcaro seria uma figura central no núcleo financeiro-operacional do suposto esquema, tendo sido detido no início de maio. Paralelamente, Henrique Moura Vorcaro é acusado de integrar o núcleo violento do grupo e de atuar como operador financeiro. Conforme as apurações, Henrique teria sido responsável por contratar serviços de grupos criminosos, identificados como 'A Turma' e 'Os Meninos', para finalidades ilícitas, como a obtenção de dados sigilosos e a intimidação de pessoas. Relatórios da investigação mencionam repasses financeiros superiores a R$ 400 mil para esses fins.
A Operação Compliance Zero investiga um esquema bilionário de fraudes que afetaria o sistema financeiro, com foco específico nas operações do Banco Master. A suspeita é de que o grupo tenha realizado a emissão de títulos de crédito sem lastro, prometendo rentabilidades incompatíveis com as práticas de mercado. O impacto financeiro estimado pelas autoridades pode alcançar a casa dos bilhões de reais, justificando a profundidade das medidas tomadas pela PF e pelo Judiciário. A Corte suprema segue monitorando o caso para garantir a continuidade das investigações sob o crivo legal.






