O cenário político nacional foi palco de uma polêmica inusitada durante a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, realizada nesta quarta-feira (29). O deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, protagonizou um momento de cordialidade com o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rapidamente gerou reações intensas entre apoiadores da direita nas redes sociais. Ao ser visto abraçando Messias durante a sessão, o parlamentar tornou-se alvo de questionamentos sobre uma possível mudança de postura do Partido Liberal em relação à nomeação.
Em resposta imediata à repercussão, Sóstenes Cavalcante utilizou suas plataformas digitais para publicar um vídeo elucidativo, buscando desvincular o gesto pessoal de qualquer alinhamento ideológico ou político com o governo atual. O deputado enfatizou que o ato foi motivado estritamente por princípios básicos de civilidade e educação, reiterando que a cortesia no trato pessoal entre figuras públicas não deve ser interpretada como uma sinalização de apoio à indicação de Jorge Messias para a Suprema Corte.
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O parlamentar detalhou que sua relação institucional com o advogado-geral da União já existia em virtude de demandas administrativas relacionadas ao estado do Rio de Janeiro e aos interesses da bancada do PL, desmistificando qualquer aliança oculta. “Na convivência política a gente se conhece. Já fui recebido pelo AGU algumas vezes para tratar de assuntos de interesses do meu estado e da bancada”, explicou. Ele reafirmou, de forma contundente, que o posicionamento do Partido Liberal permanece inalterado: a legenda mantém o fechamento de questão contra a indicação de Messias.
A indicação de Jorge Messias, feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorre em um momento de alta sensibilidade política. A vaga, aberta após a saída de Luís Roberto Barroso, exige um processo rigoroso de aprovação no Senado, onde a base governista enfrenta desafios para garantir a maioria necessária. Com a votação secreta se aproximando, o clima nos corredores do Congresso é de expectativa. Aliados do Palácio do Planalto projetam uma margem estreita de votos, tornando cada posicionamento partidário um fator decisivo para o desfecho da sabatina que determinará a composição do STF.






