Uma estudante de 21 anos, identificada como Saskia Ferreira, relatou publicamente o sofrimento que viveu ao longo de dois anos como vítima de abuso sexual e psicológico, em Arcoverde. Ela contou ter sido surpreendida com a decisão judicial que colocou o suspeito — preso em flagrante em março deste ano — em liberdade mesmo antes da primeira audiência.
“Ele só tem que pagar pelo que ele fez! Ele não pode estar fazendo isso com mais ninguém!”, afirmou Saskia, emocionada com a situação.
A jovem aponta o psicólogo Higor Tenório, de 28 anos, como autor dos abusos. Segundo ela, outras mulheres também registraram denúncias formais no mesmo período em que o acusado foi detido.
A secretária da Mulher de Arcoverde, Lucitelma Soares, demonstrou perplexidade diante da decisão que permitiu a soltura do suspeito. Ela destacou que as provas presentes no processo eram contundentes e informou que irá recorrer judicialmente, além de solicitar medida protetiva de urgência para garantir a segurança de Saskia.
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A defesa do psicólogo, representada pela advogada Jacyelle Sandy Pereira dos Santos, afirmou por meio de nota que “não houve qualquer tentativa da defesa em protelar a realização da audiência” e que “nenhuma audiência foi cancelada por capricho da defesa”. A advogada argumenta ainda que “o próprio Judiciário reconheceu que não havia motivo jurídico para mantê-lo preso” e declarou que “todos que conviveram com Higor sabem que ele sempre foi defensor das mulheres, assim como das minorias.”
Entenda o caso
O psicólogo Higor Vicente Tenório Ribeiro foi preso no dia 23 de março de 2025, acusado de assédio sexual e estupro mediante fraude. De acordo com os relatos, ele se apresentava como psicanalista e utilizava supostas “cartas terapêuticas” para convencer mulheres de que o equilíbrio emocional delas dependia de relações sexuais com ele.
A prisão ocorreu após denúncias formais apresentadas por várias mulheres que relataram, detalhadamente, o método utilizado pelo suspeito para manipular emocionalmente as vítimas.






