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Shell projeta impacto financeiro e queda na produção de gás no primeiro trimestre

Por Redação Arcoverde Agora
Shell projeta impacto financeiro e queda na produção de gás no primeiro trimestre

A gigante do setor energético Shell informou, nesta quarta-feira (8), que enfrenta um cenário de produção de gás mais restrito no primeiro trimestre, acompanhado por desafios na liquidez de curto prazo. A companhia, no entanto, destacou que esses obstáculos operacionais estão sendo parcialmente mitigados pelo desempenho robusto da comercialização de petróleo, impulsionado pela volatilidade das cotações globais da commodity. O setor tem vivido um período de incertezas, com o petróleo Brent, referência mundial, alcançando patamares elevados próximos aos 120 dólares por barril, reflexo direto das tensões geopolíticas, especialmente após os conflitos envolvendo o Irã e as instabilidades no Estreito de Ormuz.

A estrutura produtiva da empresa também sofreu o impacto de problemas técnicos específicos, como a necessidade de reparos prolongados na unidade de produção de gás Pearl, localizada no Catar, cuja operação completa pode levar cerca de um ano para ser restabelecida. Adicionalmente, a empresa relatou que a variação acentuada nos preços das commodities gerou oscilações significativas no valor dos estoques, pressionando o capital de giro para um patamar entre menos 10 bilhões e menos 15 bilhões de dólares no período trimestral. A expectativa da administração é que esses efeitos financeiros sejam revertidos conforme o mercado de petróleo e gás se estabilize e os preços apresentem tendência de queda.

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Apesar das dificuldades na produção integrada de gás, cuja projeção para o primeiro trimestre foi revisada para baixo, situando-se agora entre 880 mil e 920 mil barris de óleo equivalente por dia, o mercado reagiu com cautela, mas sem grandes alarmismos. Analistas de instituições financeiras como o RBC e o UBS elevaram suas estimativas de lucro líquido para a companhia, considerando que o balanço patrimonial da Shell detém resiliência suficiente para absorver o choque momentâneo de liquidez. A força dos resultados operacionais, especialmente nas divisões de produtos químicos e marketing — que englobam a vasta rede de postos de combustíveis da marca — deve ser o grande sustentáculo para os resultados trimestrais.

O setor de Gás Natural Liquefeito (GNL), embora enfrente interrupções em polos estratégicos, conseguiu manter as projeções dentro dos parâmetros esperados, graças ao aumento produtivo registrado no projeto GNL Canadá, que serviu como contraponto às restrições observadas na Austrália e no Catar. Investidores e o mercado global agora aguardam a divulgação oficial dos resultados completos, agendada para o dia 7 de maio, quando a Shell deverá detalhar as estratégias adotadas para equilibrar o fluxo de caixa frente às oscilações macroeconômicas globais.

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Mundo,economia,energia,petroleo,shell

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