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Setor produtivo reage a proposta de redução da jornada e fim da escala 6x1

Por Redação Arcoverde Agora
Setor produtivo reage a proposta de redução da jornada e fim da escala 6x1

Confederações patronais e frentes parlamentares ligadas ao setor produtivo iniciam, nesta terça-feira (3), uma contraofensiva à proposta do governo federal de reduzir a jornada semanal de trabalho e extinguir a escala 6x1. A mobilização ocorre em meio ao cenário pré-eleitoral e promete intensificar o debate no Congresso Nacional.

Um almoço na sede da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília, deve reunir mais de 50 entidades empresariais, entre elas a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As entidades defendem que as propostas carecem de embasamento econômico e podem comprometer a geração de empregos, caso não sejam acompanhadas de ganhos de produtividade.

Estudo aponta aumento de custos

Durante o encontro, será apresentado um estudo elaborado pelo advogado trabalhista Eduardo Pastore e pelo professor José Pastore, da Universidade de São Paulo (USP). O levantamento indica que o custo unitário do trabalho pode subir 10% com jornada de 40 horas semanais e até 22% em caso de redução para 36 horas.

O estudo também aponta que 68% das empresas brasileiras têm até cinco empregados, o que dificultaria a substituição de mão de obra por tecnologia. Segundo os autores, essas empresas seriam as mais impactadas pela mudança.


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Críticas no Congresso

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), classificou a proposta como “completamente eleitoreira”, afirmando que o tema estaria sendo acelerado por interesses políticos.

Já na Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, parlamentares reforçaram que não pretendem negociar compensações, como eventual desoneração da folha de pagamento, nem alterar posicionamento por conveniência eleitoral.

A deputada Bia Kicis (PL-DF), presidente interina da frente, declarou que o debate precisa ser conduzido com responsabilidade e que empresários e trabalhadores não devem ser colocados como adversários.

O presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, deputado Julio Lopes (PP-RJ), também descartou apoiar a proposta apenas por cálculo eleitoral. Para ele, sem aumento de produtividade e competitividade, a discussão perde consistência econômica.

A proposta de redução da jornada e fim da escala 6x1 segue em tramitação no Congresso e deve gerar embates intensos entre governo, oposição e representantes do setor produtivo nas próximas semanas.

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