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Senador Jaques Wagner é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero

Por Redação Arcoverde Agora
Senador Jaques Wagner é alvo de nova fase da Operação Compliance Zero

O cenário político nacional foi movimentado nesta quinta-feira (18) com a deflagração da nona fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A ação, que mira possíveis esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes financeiros, colocou sob o foco das investigações o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Congresso. Conforme documentos presentes na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou medidas de busca e apreensão, a autoridade policial aponta indícios de uma relação ilícita entre o parlamentar e figuras estratégicas ligadas ao Banco Master.

Um dos pontos de destaque na investigação refere-se à suposta concessão de vantagens indevidas, especificamente a aquisição de ingressos para um camarote de luxo em um show realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, durante o segundo semestre de 2023. De acordo com os investigadores, o custo total dos bilhetes, que teriam sido destinados a familiares do senador, somou cerca de R$ 63.339,00. As evidências colhidas a partir de mensagens extraídas do celular de Augusto Ferreira Lima, gestor associado ao Banco Master, sugerem que o parlamentar teria solicitado diretamente a ampliação do número de ingressos, consolidando a suspeita de uma proximidade incomum entre as partes investigadas.

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Além do episódio dos ingressos, a Polícia Federal apura outros benefícios que teriam sido usufruídos por Jaques Wagner, como a utilização de aeronaves privadas e negociações imobiliárias em Salvador. A investigação, que se baseia em uma robusta coleta de dados — incluindo áudios, contratos, registros telefônicos e planilhas financeiras —, descreve a relação entre o senador e Augusto Lima como antiga e marcada por um elevado grau de confiança, o que, segundo o documento do STF, teria viabilizado um ambiente propício para a defesa de interesses privados do Banco Master.

A operação, que desdobra as apurações de fases anteriores, busca esclarecer se a influência do líder do governo no Congresso foi utilizada para beneficiar indevidamente a instituição financeira e seus operadores. Até o momento, a defesa do parlamentar tem acompanhado os desdobramentos das diligências, enquanto o material apreendido pela Polícia Federal segue sob análise técnica para fortalecer o conjunto probatório contra os envolvidos no suposto esquema. O inquérito continua em curso sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal, visando delimitar a extensão das responsabilidades criminais de cada investigado na organização criminosa apontada pela PF.

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