O senador republicano Rand Paul contestou, nesta quarta-feira (28), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante uma audiência no Senado americano, ao citar exemplos envolvendo Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O debate ocorreu enquanto Rubio prestava esclarecimentos sobre a operação na Venezuela que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Durante sua intervenção, Rand Paul afirmou que “bombardear uma capital, bloquear um país e remover autoridades eleitas” violaria “tanto o espírito quanto a letra” da Constituição dos Estados Unidos, questionando a legitimidade da ação americana.
Em resposta, Marco Rubio negou que os Estados Unidos tenham removido uma autoridade legitimamente eleita e voltou a afirmar que Nicolás Maduro fraudou as eleições presidenciais de 2024.
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“Removemos alguém que não foi eleito e que, na verdade, era um traficante de drogas acusado formalmente nos Estados Unidos”, declarou o secretário de Estado.
Na sequência, Rand Paul citou lideranças políticas que contestaram resultados eleitorais, incluindo o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
“Veja, Bolsonaro diz que [Lula] da Silva não é realmente o presidente do Brasil. Nosso presidente disse que Biden não era realmente o presidente. Hillary Clinton disse em 2016 que Trump não era o presidente”, afirmou o senador.
Apesar de reconhecer a fragilidade do processo eleitoral venezuelano, Paul ressaltou a importância dos limites institucionais. “Eu concordo com você: provavelmente foi, e muito provavelmente foi, certamente foi uma eleição ruim. Ele não foi realmente eleito”, disse, referindo-se a Maduro.
O senador concluiu defendendo o respeito às normas constitucionais. “É por isso que temos regras como a Constituição: para não irmos longe demais a ponto de presidentes poderem fazer o que quiserem”, finalizou.






