O senador Cid Gomes (PSB-CE), na qualidade de relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, apresentou parecer favorável à indicação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para o cargo de Corregedor Nacional de Justiça no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A indicação, formalizada pelo presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, visa preencher a vaga para o biênio 2026/2028, consolidando um processo de escolha interna iniciado em abril. A sabatina do magistrado, etapa crucial para a confirmação, está agendada para a próxima quarta-feira (20).
Durante a leitura do relatório, Cid Gomes destacou a extensa trajetória profissional e a idoneidade do indicado, ressaltando que o ministro reúne as competências técnicas e a experiência administrativa necessárias para gerir a corregedoria. O parlamentar afirmou ser uma honra conduzir a relatoria, pontuando que a atuação de Gonçalves será marcada pela responsabilidade e eficiência, fundamentais para a manutenção da credibilidade da Justiça brasileira perante a sociedade.
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O Corregedor Nacional de Justiça desempenha um papel vital no Judiciário, sendo o responsável pela fiscalização disciplinar de mais de 18 mil magistrados em todo o território nacional. Entre suas atribuições, destacam-se o recebimento de reclamações contra juízes, a instauração de procedimentos administrativos e o zelo pela correta atuação do Poder Judiciário. A expectativa é que, se aprovado, Benedito Gonçalves imprima uma gestão pautada na transparência e no aprimoramento contínuo das normas disciplinares.
Benedito Gonçalves possui um currículo sólido, graduado em Direito pela UFRJ e com especializações que abrangem áreas essenciais como o Direito Processual Civil. Sua carreira iniciou-se em setores da administração pública, passando pela Polícia Federal, até ingressar na magistratura em 1988. Com passagens marcantes pelos Tribunais Regionais Federais e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde atuou como corregedor-Geral durante as eleições de 2022, o ministro é visto pelos pares como um nome de vasta experiência prática. Para a consolidação do cargo, após a sabatina na CCJ, a indicação ainda deverá ser submetida ao plenário do Senado, onde necessita da aprovação da maioria absoluta dos parlamentares para que o ministro possa assumir a relevante função no órgão máximo de controle administrativo do Judiciário nacional.






