O plenário do Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (29), a nomeação da desembargadora Margareth Rodrigues Costa, do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A indicação recebeu 49 votos favoráveis, consolidando o resultado de uma trajetória marcada pela dedicação à magistratura trabalhista e pelo reconhecimento de seus pares em instâncias superiores. Antes do aval final do plenário, a magistrada passou por uma rigorosa sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde demonstrou amplo conhecimento técnico e preparo para a função.
Durante seu discurso perante os parlamentares, a nova ministra enfatizou seus mais de 35 anos de atuação na área, destacando que sua experiência passou por todas as instâncias da Justiça do Trabalho. Segundo Margareth Costa, esse histórico permite uma visão holística dos desafios sociais e econômicos que envolvem as relações laborais no país. A magistrada também relembrou o período em que atuou como convocada no TST por quatro anos, experiência que, segundo ela, foi fundamental para compreender a realidade de todos os Tribunais Regionais do Trabalho e a dinâmica da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, órgãos onde também prestou serviços de relevância.
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Formada em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 1985, Margareth Costa ingressou na magistratura em 1990. Sua carreira ascendeu com passagens marcantes pelas Varas do Trabalho de Jacobina, Camaçari e Salvador, até alcançar o posto de desembargadora do TRT-BA em 2014, por critério de merecimento. Além de sua atuação técnica, a ministra sempre defendeu a ética como pilar da justiça, reafirmando que o Judiciário deve ser a última e mais preparada porta de acesso aos direitos dos cidadãos.
A vaga ocupada pela magistrada no TST foi aberta com a aposentadoria do ministro Aloysio Silva Corrêa da Veiga. Após a chancela do Senado, o processo segue para a nomeação oficial por parte da Presidência da República. A expectativa é de que sua chegada ao tribunal superior fortaleça o colegiado com uma visão técnica e humanizada, reforçada ainda por sua participação em projetos sociais e educacionais voltados à cidadania. A cerimônia de posse e os próximos ritos formais deverão ser divulgados em breve pelo TST, marcando uma nova fase na carreira da magistrada baiana.






