A corrida pelas duas vagas ao Senado em 2026, em Pernambuco, já desponta como uma das mais complexas dos últimos anos. Nos bastidores, pré-candidatos atuam para consolidar seus nomes e, ao mesmo tempo, influenciar a formação das chapas adversárias, em um cenário marcado por disputas ideológicas e regionais.
Na órbita do prefeito do Recife, João Campos, a Frente Popular convive com pelo menos quatro nomes interessados na composição majoritária. O senador Humberto Costa é tratado como presença praticamente assegurada. Também circulam o ministro Silvio Costa Filho, alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de Marília Arraes, que disputa o mesmo campo da centro-esquerda. Soma-se ainda Miguel Coelho, cuja posição oscilante entre governo e oposição amplia as incertezas sobre o desenho final da chapa.
Do outro lado, a base da governadora Raquel Lyra também busca equacionar seus interesses. Uma das vagas é tratada como garantida para o deputado federal Eduardo da Fonte, liderança da federação União Progressista no Estado. Nos bastidores, a segunda vaga teria sido oferecida a Miguel Coelho, o que fecharia a composição majoritária.
Paralelamente, o senador Fernando Dueire enfrenta um imbróglio judicial interno no MDB, situação que, por ora, compromete o controle partidário necessário para viabilizar sua candidatura e adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário.
O ponto central da disputa é a tentativa de montar chapas competitivas sem sobreposição de nichos eleitorais. Em vez de apenas preparar estratégias contra adversários, pré-candidatos buscam influenciar a formação das chapas rivais para evitar concorrência direta. O resultado é um xadrez político, em que alianças são condicionadas não só à força dos nomes, mas à capacidade de equilibrar interesses internos.
Pela tangente
A governadora Raquel Lyra prestigiou, neste domingo (22), o tradicional “Bloco das Virgens”, na cidade de Surubim. Ela elogiou a estrutura da festa e destacou a animação dos foliões. Questionada sobre política, preferiu evitar o tema, afirmando que o momento era de carnaval, não de debate partidário.
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Autonomia
Em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios, o presidente da Câmara de Santa Cruz do Capibaribe, Augusto Maia, comentou o posicionamento político do ex-prefeito Zé Augusto Maia. Segundo ele, o pai tem autonomia para definir seus rumos. “No momento certo ele irá declarar seu posicionamento político para essa eleição”, afirmou.
Ambiente saudável
O deputado estadual Doriel Barros voltou a defender a tese de “dois palanques” em Pernambuco em apoio à reeleição de Lula. “Estamos trabalhando na construção de um ambiente político saudável para a existência de dois palanques, que fortalecerão o projeto de reeleição do presidente”, declarou. Ele também defende a reeleição de Raquel Lyra.
O sonho
“É um sonho de Pernambuco ter um senador jovem e preparado como Miguel Coelho”. A declaração é do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, aliado do ex-prefeito de Petrolina. Segundo ele, Miguel pleiteia apenas uma vaga ao Senado na chapa da governadora, sem reivindicar cargos no governo.
PP com Raquel
Apesar do adiamento de uma reunião decisiva por compromisso em Brasília de Eduardo da Fonte, o diretório estadual do Progressistas reafirmou, por meio de nota oficial, apoio à reeleição de Raquel Lyra. O comunicado reforça uma parceria política que se mantém desde 2022.






