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Segunda Semana do Peixe-leão em Fernando de Noronha foca no controle e possível consumo da espécie invasora

Por Redação Arcoverde Agora
Segunda Semana do Peixe-leão em Fernando de Noronha foca no controle e possível consumo da espécie invasora

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deu início, nesta segunda-feira (18), à Segunda Semana do Peixe-leão em Fernando de Noronha. O evento, que se estende até a próxima sexta-feira (22), surge como uma resposta estratégica ao avanço desta espécie invasora, que representa um risco significativo ao equilíbrio ecológico do arquipélago pernambucano. Com uma programação robusta, que inclui palestras, oficinas, cursos práticos e ciclos técnico-científicos, o encontro reúne especialistas, mergulhadores e moradores em uma força-tarefa para discutir métodos eficazes de monitoramento e controle populacional do animal.

Um dos pontos altos das discussões é a viabilidade do consumo humano do peixe-leão, uma estratégia que já é adotada em outros países como um mecanismo eficiente de controle. Lilian Hangae, chefe do ICMBio em Noronha, ressalta que, embora o manejo seja tecnicamente complexo devido à presença de espinhos venenosos, a experiência internacional indica que envolver a culinária no combate à invasão pode ser um divisor de águas. O peixe, conhecido por seu sabor leve e carne de qualidade, poderia, após o devido treinamento de manipulação para evitar acidentes com as toxinas, gerar valor agregado para a ilha e incentivar a captura constante da espécie por parte da comunidade local e do setor pesqueiro.

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O peixe-leão (Pterois volitans), originário dos oceanos Índico e Pacífico, foi identificado pela primeira vez no Brasil em 2014, chegando a Fernando de Noronha no final de 2020. Desde então, mais de três mil espécimes já foram removidos das águas locais. A espécie é considerada uma das maiores ameaças à biodiversidade marinha nacional, visto que não possui predadores naturais em nossa costa e possui uma capacidade predatória voraz, sendo capaz de consumir até 20 peixes em um curto intervalo de 30 minutos. Tal comportamento coloca em xeque a sobrevivência de espécies nativas e desestabiliza as cadeias alimentares dos recifes de corais protegidos na ilha.

Durante a semana, o ICMBio apresentará os resultados dos projetos de manejo executados desde 2020, incluindo dados alarmantes sobre o crescimento da espécie. Recentemente, mergulhadores registraram em Noronha um dos maiores exemplares já capturados no mundo, com 49 centímetros de comprimento, o que reforça a urgência das ações de combate. Para os interessados em participar das capacitações ou conferir a programação detalhada que inclui cursos de manejo na Praia do Porto de Santo Antônio, as informações estão disponíveis no Centro de Visitantes, na Vila do Boldró, onde ocorre a maior parte das atividades técnicas.

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