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Secretário executivo da Fazenda defende revisão no cálculo da inflação brasileira

Por Redação Arcoverde Agora
Secretário executivo da Fazenda defende revisão no cálculo da inflação brasileira

O secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, manifestou publicamente sua disposição em discutir a necessidade de ajustes na metodologia utilizada para calcular a inflação no Brasil. Em participação no podcast da Warren Investimentos, o representante da pasta argumentou que a atual cesta de itens que compõe o índice de preços está defasada, não refletindo fielmente os hábitos de consumo das famílias brasileiras na atualidade.

Segundo Durigan, o modelo vigente ainda prioriza produtos e serviços que perderam relevância no orçamento doméstico, enquanto novos gastos, como assinaturas de plataformas de streaming e serviços de armazenamento em nuvem, possuem uma representatividade desproporcionalmente menor. Essa distorção, na visão do secretário, pode comprometer a precisão das leituras econômicas, tornando imperativo um debate técnico sobre a atualização dos pesos dos itens considerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Além da revisão dos índices, Durigan abordou o cenário macroeconômico atual, destacando a necessidade de transparência no boletim Focus, do Banco Central. Embora tenha descartado alterações na meta de inflação, que permanece em 3%, o secretário comentou que o sistema de meta contínua ainda demanda maior compreensão por parte da sociedade e dos analistas financeiros. O ministro ressaltou que a volatilidade cambial e o baixo índice de poupança nacional são entraves que exigem o pagamento de um prêmio de risco, mantendo os juros em patamares elevados.

No campo fiscal, o governo federal mantém uma postura vigilante em relação às propostas que tramitam no Congresso Nacional. Durigan enfatizou que a equipe econômica tem realizado articulações intensas para evitar a aprovação de pautas de alto impacto orçamentário. O governo estima que diversas propostas legislativas em análise, que englobam desde renegociações de dívidas rurais até aumentos de pisos salariais, possam gerar um custo extra de R$ 111 bilhões anuais aos cofres públicos. Caso tais medidas avancem, o Executivo não descarta vetos presidenciais e a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir o equilíbrio das contas públicas e a estabilidade da economia.

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