Em meio a uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) sobre suposto acúmulo ilegal de cargos públicos, Maurício de Siqueira Silva foi exonerado do cargo de secretário de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Ciência e Tecnologia e Igualdade Racial de Sertânia. A exoneração foi publicada no dia 28 de novembro de 2025.
A apuração do MPPE também investiga a possível omissão da prefeita Pollyanna Abreu e da secretária municipal de Administração, Janaíde Barbosa de Abreu, diante da manutenção dos vínculos funcionais do então secretário, mesmo após a identificação das irregularidades.
De acordo com o Ministério Público, desde fevereiro de 2025, Maurício de Siqueira Silva acumulava múltiplos cargos públicos. Ele exercia a função de secretário municipal em Sertânia, com carga horária de 40 horas semanais; era professor contratado da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (AESA); e também ocupava o cargo de coordenador de Pesquisa e Extensão (CCPEE) na mesma instituição, função com carga horária mensal de 60 horas, conforme legislação municipal de Arcoverde.
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Além disso, até o dia 11 de junho de 2025, Maurício mantinha um contrato temporário ativo como Profissional de Apoio Escolar na Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, com carga horária adicional de 40 horas semanais. Somados, os vínculos representariam cerca de 94 horas semanais de trabalho, o equivalente a quase 19 horas por dia útil, carga considerada incompatível com o exercício regular das funções públicas — um dos principais fundamentos da investigação do MPPE.
Mesmo diante das irregularidades apontadas, a Prefeitura de Sertânia chegou a divulgar nota pública em defesa do investigado. No entanto, a exoneração do secretário reforça o entendimento de que havia, de fato, acúmulo ilegal de cargos, conforme apurado pelo Ministério Público.
O MPPE segue com as investigações para apurar eventuais responsabilidades administrativas e legais decorrentes do caso.






