A exoneração da secretária Érika Lacet, da Controladoria-Geral do Estado (SCGE-PE), nesta sexta-feira (26), marca a 22ª mudança no secretariado da governadora Raquel Lyra (PSD) e evidencia o reduzido protagonismo feminino no primeiro escalão do governo.
Ao assumir o cargo em 2023, Raquel prometeu maior participação de mulheres e nomeou 13 secretárias e 14 secretários. Atualmente, das 30 secretarias, apenas 10 são comandadas por mulheres, uma queda de 48% para 33% na representatividade feminina.
Entre as exoneradas nos últimos dois anos e oito meses estão:
Lucinha Mota (Justiça)
Ivaneide Dantas (Educação)
Carla Patrícia Cunha (Defesa Social)
Carolina Cabral (Desenvolvimento Social)
Regina Célia (Mulher)
Ana Luiza Ferreira (Meio Ambiente)
Érika Lacet (Controladoria-Geral do Estado)
Para substituir Érika Lacet, Raquel nomeou Renato Barbosa Cirne, reforçando a tendência de privilegiar homens na ocupação de cargos estratégicos.
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Críticas apontam incoerência entre discursos e decisões da governadora. Embora Raquel Lyra tenha se declarado vítima de violência política por ser mulher, em escolhas que dependem exclusivamente de sua decisão, como nomeações para Procuradoria-Geral do Ministério Público e para o Tribunal de Justiça, homens têm sido preferidos, mesmo com candidatas femininas em listas tríplices.
O movimento evidencia o encolhimento do espaço feminino no governo, reforçando o debate sobre representatividade e protagonismo das mulheres em cargos de liderança no Executivo estadual.
Veja na foto abaixo a lista completa das secretárias exoneradas e atuais titulares femininas:






