A produção de caqui no interior de São Paulo vive um momento de otimismo e renovação. Com condições climáticas que favoreceram o desenvolvimento dos frutos, propriedades rurais da região relatam galhos carregados e a expectativa de uma colheita significativamente superior à registrada no ano anterior. O cenário reforça a relevância do estado, que atualmente concentra metade de toda a produção nacional dessa fruta, consolidando o setor como um pilar econômico e cultural fundamental para diversas famílias rurais.
Em Piedade, a família Sakaguti exemplifica o legado da fruticultura local. Com uma trajetória que atravessa mais de 70 anos, o sítio, agora gerido pela terceira geração, projeta atingir a marca de 50 toneladas colhidas nesta temporada, um incremento de 20% em comparação com o ciclo passado. Esse sucesso não advém apenas da natureza, mas de técnicas de manejo minuciosas, muitas delas de origem japonesa, como a lavagem anual dos troncos para eliminação de musgos, que garante a longevidade produtiva das árvores por décadas.
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Além do volume produzido, a diversificação das estratégias de venda tem se mostrado um diferencial competitivo. Enquanto produtores em Pilar do Sul focam no abastecimento do mercado interno, enfrentando desafios com a oscilação dos preços, as propriedades em Piedade apostam no turismo rural através do sistema "colha e pague". Essa modalidade atrai milhares de visitantes anualmente, transformando a atividade agrícola em uma experiência de lazer e valorização das tradições japonesas, atraindo desde turistas locais até visitantes estrangeiros interessados na vivência rural.
A manutenção da cultura familiar também tem ganhado novos perfis, como o de produtores que equilibram outras carreiras profissionais com a gestão do campo, garantindo que o conhecimento acumulado ao longo de gerações não se perca. Especialistas do setor agrícola destacam que o atual momento da safra de caqui é um reflexo direto da integração entre técnicas de cultivo aprimoradas, respeito à tradição e a capacidade de adaptação às novas demandas do agroturismo. Esse equilíbrio, que une o manejo cuidadoso de variedades como a Fuyu à oferta de experiências autênticas ao consumidor final, garante que o interior de São Paulo permaneça na vanguarda da fruticultura brasileira, gerando renda e preservando a identidade cultural das comunidades agrícolas.






