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Sabatinado na CCJ, Jorge Messias defende abordagem multidisciplinar e ética na magistratura

Por Redação Arcoverde Agora
Sabatinado na CCJ, Jorge Messias defende abordagem multidisciplinar e ética na magistratura

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, compareceu nesta quarta-feira (29) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal para passar pela sabatina, etapa fundamental para a sua possível nomeação ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga aberta desde a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, Messias utilizou seu discurso inicial para delinear a visão que pretende imprimir à Corte, pautada pelo equilíbrio institucional e por uma profunda compreensão da realidade social brasileira.

Durante sua fala perante os parlamentares, Messias adotou um tom sóbrio e intelectualizado, evocando o pensamento de grandes vultos da história nacional para reforçar seus argumentos. Ao citar o jurista Pontes de Miranda, o indicado destacou que "quem só sabe Direito, nem Direito sabe", defendendo uma abordagem multidisciplinar necessária para o exercício da magistratura no cenário contemporâneo. O ministro ressaltou que a interpretação constitucional não deve ser isolada dos contextos sociológicos, filosóficos e políticos que cercam a sociedade, sugerindo um STF mais conectado com a complexidade do país.

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Ao mencionar ícones como Rui Barbosa e Ulysses Guimarães, Messias reforçou a importância da preservação das instituições democráticas. Em relação ao papel do STF, o advogado-geral da União reiterou que a autoridade da Corte não reside na força física, mas na fidelidade à Constituição e na confiança pública estabelecida pela transparência de suas sentenças. O discurso foi marcado pela valorização da ética, com referências ao ex-ministro Celso de Mello, que enfatizou que "a democracia começa pela ética dos juízes", um princípio que Messias afirmou pretender carregar consigo caso seja aprovado pelo Senado.

Para além das questões estritamente jurídicas, o indicado também demonstrou sensibilidade cultural ao citar Ariano Suassuna, ilustrando as passagens de sua vida pública com reflexões sobre o tempo e a resiliência humana. Ao encerrar sua fala, Messias pontuou que os pilares de "Liberdade, Soberania e Justiça" são os alicerces básicos para a construção de qualquer nação sólida. A sabatina continua como um dos momentos decisivos para o futuro do Poder Judiciário brasileiro, colocando em xeque o perfil do magistrado que a casa legislativa espera ver atuando no Supremo Tribunal Federal.

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